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Charlottesville cobre estátua de general confederado com lona preta

23/08/2017 18h07

Washington, 23 ago (EFE).- As autoridades locais de Charlottesville cobriram nesta quarta-feira com uma lona preta de plástico a estátua do general confederado Robert Lee, depois da violência racial desencadeada após uma marcha de supremacistas brancos convocada para evitar que seja retirada.

A medida foi tomada depois que o conselho da cidade decidiu cobrir a estátua após um agitado encontro nesta segunda-feira.

No último dia 12 de agosto, um neonazista matou Heather Heyer, de 32 anos, e feriu 20 pessoas ao atropelar com seu carro os participantes de uma manifestação antirracista que protestava contra a presença de ultradireitistas em Charlottesville.

O prefeito da cidade, Mike Signer, tinha convocado o encontro do conselho municipal para estudar maneiras de honrar a memória de Heyer.

A pequena cidade, sede da Universidade da Virgínia e situada 200 quilômetros ao sudoeste de Washington, também decidiu cobrir outra estátua, a do também general confederado Stonewall Jackson, instalada em outra praça.

A violência racial de Charlottesville reavivou o debate sobre a simbologia confederada, da qual participou o próprio presidente Donald Trump, que criticou a retirada de estátuas.

"É triste ver a história e a cultura do nosso grande país sendo destroçadas com a eliminação das nossas formosas estátuas e monumentos. Não se pode mudar a história, mas podemos aprender com ela", escreveu Trump em sua conta no Twitter no último dia 17 de agosto.

Nos EUA há mais de 700 monumentos em 31 estados em homenagem ao esquadrão confederado da guerra civil (1861-1865), liderado pelo general Lee e formado pelos estados separatistas favoráveis à escravidão e perdedor da disputa.