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Internacional

Ortega diz que Cabello recebeu US$ 100 milhões em propina da Odebrecht

23/08/2017 14h32

Brasília, 23 ago (EFE).- A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega, que deixou seu país após ser acusada de traição pelo governo de Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira em Brasília ter provas que o dirigente chavista Diosdado Cabello recebeu US$ 100 milhões em propina da construtora Odebrecht.

Ortega declarou que o dinheiro foi depositado em uma "empresa espanhola" de propriedade dos primos de Cabello, Luis Alfredo Campos Cabello e Jerson Jesús Campos Cabello, e chamada TSE Arietis.

A ex-procuradora, que chegou de manhã a Brasília após fugir da Venezuela na semana passada, disse também ter provas que "comprometem" o presidente do país, Nicolás Maduro.

Em entrevista coletiva, Ortega contou que Maduro seria dono da empresa mexicana CLAP, contratada pelo Estado venezuelano para distribuição de bolsas.

Ortega ressaltou que entregará as provas às autoridades de diversos países, entre eles Estados Unidos, Colômbia e Espanha, "para que sejam avaliadas" em "virtude do princípio de jurisdição universal".

"Na Venezuela não há justiça", frisou.

Ortega participou hoje como convidada especial de um encontro de procuradores do Mercosul em Brasília, onde denunciou que a situação da Venezuela ameaça a região, e posteriormente se reuniu com o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes.

A ex-procuradora venezuelana chegou ao Brasil poucas horas depois de Nicolás Maduro anunciar que pedirá à Interpol sua prisão e a de seu marido, o deputado chavista Germán Ferrer.

Ortega, a quem o governo da Colômbia ofereceu asilo, foi destituída de seu cargo no último dia 5 pela Assembleia Nacional Constituinte (ANC), que a acusa de ter cometido "atos imorais".

O marido de Ortega é alvo de uma ordem de prisão por ser acusado pela Assembleia Constituinte e pelo novo procurador-geral de integrar uma trama de extorsão que supostamente funcionava no Ministério Público.

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