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Terroristas de atentados na Catalunha estiveram em Paris em 11 e 12 de agosto

23/08/2017 14h07

Paris, 23 ago (EFE).- O procurador de Paris, François Molins, disse nesta quarta-feira que, "a princípio, dois ou três" membros da célula que cometeu os atentados da semana passada em Barcelona e em Cambrils, na região da Catalunha, na Espanha, estiveram em Paris nos dias 11 e 12 de agosto, em "uma viagem relâmpago" cujo objetivo está sendo investigado.

Em entrevista coletiva, Molins afirmou que as investigações tentam determinar o porquê da rápida viagem - com o carro utilizado pelos jihadistas para atropelar pedestres em Cambrils - e se os terroristas estiveram em contato com outras pessoas, se tinham o objetivo de conseguir algum material ou estavam fazendo análises de possíveis alvos.

"Ninguém pode acreditar que essa viagem relâmpago foi feita para comprar uma câmera fotográfica na Fnac", declarou o procurador, em alusão a notícias sobre o percurso dos terroristas em Paris e cidades vizinhas.

Embora não tenha dado detalhes do caso para preservar o trabalho da polícia, Molins confirmou que os terroristas passaram a noite em um hotel de Malakoff, uma cidade ao sul da capital francesa.

Perguntado se um dos que foram a Paris era o autor do atropelamento na avenida Las Rambla, em Barcelona, Younes Abouyaaqoub, o procurador de Paris não quis responder diretamente e apontou que a Audiência Nacional de Madri é que dirige a investigação, e que a justiça francesa tem o costume de manter uma cooperação com a Espanha "com um padrão de grande qualidade".

Molins tampouco quis entrar nas questões sobre se havia ramificações da célula terrorista em Bélgica, França e outras partes da Espanha, ou se o território francês teria servido como retaguarda. "É muito cedo", alegou.

A Procuradoria de Paris, que é o órgão competente para todos os assuntos de terrorismo na França, abriu na última sexta-feira um procedimento por tentativa de assassinatos com fins terroristas, já que entre os feridos em Barcelona há quase 30 franceses.

Molins destacou que os atentados da semana passada em Barcelona e Cambrils que causaram 15 mortes e feriram mais de 100 pessoas evidenciam "a dimensão europeia e inclusive mundial do terrorismo jihadista", assim como a necessidade de cooperação.