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Combatentes do EI negociam retirada do Líbano para a Síria com o Hezbollah

24/08/2017 10h55

Beirute, 24 ago (EFE).- Os combatentes do Estado Islâmico (EI) pediram nesta quinta-feira ao grupo xiita Hezbollah que negocie sua retirada do território libanês em direção à Síria, após serem encurralados pela ofensiva do exército do Líbano, informou à Agência Efe uma fonte militar.

"As negociações acontecem no lado sírio com o Hezbollah e não com o Líbano, já que os poucos jihadistas que restam estão sob pressão e querem poder ir embora para (a província síria de) Deir ez-Zor", acrescentou a fonte.

O Hezbollah, que tem representantes no governo libanês, enviou combatentes à Síria, onde lutam junto às tropas do governo sírio contra o EI e outros grupos, em uma ofensiva lançada no último sábado, em paralelo à anunciada pelo Líbano, na região de Al Qalamoun Ocidental, na fronteira entre os dois países.

Antes da operação militar, o EI controlava uma área de 120 quilômetros quadrados em Ras Baalbek e Al Qaa, no nordeste do Líbano, embora o exército libanês tenha anunciado há dois dias que conseguiram recuperar 100 desses 120 quilômetros quadrados.

Ontem, o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, que visitou as zonas montanhosas de Ras Baalbek e Al Qaa (de maioria cristã), anunciou que a vitória do Líbano contra o EI está "próxima".

A fonte, que pediu anonimato, acrescentou que o "exército não fez sua investida final porque a área mantida pelo EI é controversa, pois a Síria e o Líbano a exigem e os mapas nas suas posições não coincidem".

A Síria nunca aceitou limitar suas fronteiras com o Líbano, apesar de as autoridades libanesas insistirem há anos.

"O exército quer saber o destino dos nove policiais e soldados reféns do EI" desde 2014, acrescentou.

Outra fonte militar disse à Efe que os libaneses continuam "disparando contra as posições jihadistas, reforçando os 100 quilômetros quadrados recuperados e limpando o terreno de minas planejando o assalto final, cuja vitória será anunciada ao término da operação".

O exército afirmou ontem que "não haverá cessar-fogo contra os grupos terroristas até a sua derrota total".