PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Trump culpa líderes republicanos por dificuldades com teto da dívida

24/08/2017 12h36

Washington, 24 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar nesta quinta-feira os líderes do Partido Republicano no Congresso, desta vez pelas dificuldades de aprovar um novo teto de dívida que permita que o governo continue funcionando sem sofrer paralisações por falta de orçamento.

Em uma mensagem publicada no Twitter, Trump afirmou que tinha proposto aos líderes republicanos do Senado, Mitch McConnell, e da Câmara de Representantes, Paul Ryan, de incluir o novo teto da dívida federal em um projeto de lei sobre veteranos que teve fácil aprovação, mas que eles não aceitaram a sugestão.

"Eles não fizeram assim, agora temos um grande problema com os democratas (como de costume) para a aprovação do teto da dívida. Poderia ter sido tão fácil - agora uma bagunça", escreveu o presidente republicano na rede social.

Trump costuma criticar abertamente os líderes de seu partido no Congresso, atribuindo a eles o fracasso ou o atraso na aprovação de seus projetos legislativos, como o da lei de saúde prometida durante a campanha para substituir o chamado Obamacare.

O presidente esperava que o Congresso aprovasse o teto da dívida antes do recesso legislativo de agosto. O secretário do Tesouro, Steven Mcnuchin, destacou que é "absolutamente fundamental" para conseguir um acordo para "manter a solvência" dos EUA.

O Congresso, que só volta a se reunir em 5 de setembro, tem até o fim do próximo mês para aprovar um novo teto e financiar o governo no próximo ano fiscal se quiser evitar uma nova paralisação pela falta de recursos, como já ocorreu outras vezes.

Mas a tarefa não é simples. Muitos congressistas republicanos se aproveitaram da maioria que tinham no Congresso e usaram circunstâncias similares para forçar o ex-presidente Barack Obama a fazer algumas mudanças no orçamento.

Agora, os democratas, apesar de serem minoria tanto no Senado como na Câmara dos Representantes, prometem fazer o mesmo.

A agência de classificação de risco Fitch alertou que revisará a nota da dívida soberana dos EUA se o Congresso não for capaz de aprovar a elevação do teto da dívida em tempo.

Devido à falta de acordo para a aprovação do novo limite de endividamento, o Departamento do Tesouro está desde abril adotando "medidas extraordinárias" para evitar estourar o teto, atrasando a compra de alguns itens e dando prioridade a certos pagamentos.

"Uma paralisação parcial do governo não teria um impacto direto na nossa qualificação, mas deixaria em evidência que as divisões políticas representam um risco para o processo orçamentário", alertou a Fitch em uma nota divulgada ontem.

Em princípio, o Tesouro tinha previsto que atingiria o teto em novembro. No entanto, com uma arrecadação menor do que a esperada nos últimos meses, adiantou a data para 30 de setembro.

A falta de acordo sobre uma elevação desse teto em 2011, quando o governo esteve a ponto de declarar a suspensão de pagamentos, fez que a agência de classificação Standard & Poor's rebaixasse pela primeira vez na história a nota de crédito do país.

A dívida dos EUA está atualmente perto dos US$ 20 trilhões.

Internacional