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Condenação de polêmico guru na Índia gera confrontos com pelo menos 28 mortos

25/08/2017 13h19

(Atualiza o número de mortos e feridos).

Nova Délhi, 25 ago (EFE).- Pelo menos 28 pessoas morreram e cerca de 250 ficaram feridas nesta sexta-feira em confrontos com as forças de segurança no norte da Índia depois que um tribunal declarou o guru Gurmeet Ram Rajim Singh, que tem milhares de seguidores no país, culpado por estupro.

"Morreram 17 pessoas e pelo menos 200 ficaram feridas", disse à agência local "PTI" o diretor do hospital civil em Panchkula, onde ocorreram os incidentes.

Além disso, fontes médicas de outros dois postos de saúde em Panchkula e na cidade vizinha de Chandigarh confirmaram à "PTI" a morte de outras 11 pessoas.

"Somos incapazes de contar todos os feridos que estão chegando. Por enquanto, estamos tentando de maneira urgente dar a eles o melhor tratamento possível", disse à Agência Efe uma porta-voz do hospital PGIMER de Chandigarh.

O diretor-geral da polícia de Haryana, B.S.Sandhu, que se encontra em Panchkula, afirmou que a situação agora se encontra sob controle.

"Os seguidores de Singh foram expulsos de Panchkula, enquanto mais de mil deles se encontram em prisão preventiva", informou Sandhu, de acordo com a "PTI".

As autoridades impuseram toque de recolher tanto em Panchkula como em Sirsa, onde fica a sede central da organização liderada pelo guru, ambas no estado de Haryana.

Vários incidentes violentos foram registrados nessas duas cidades, com ataques a estações de trem e inclusive à imprensa, assim como em Nova Délhi, onde foram queimados vários ônibus.

A Rede de Ferrovias do Norte da Índia informou no Twitter que 236 trens foram afetados devido à tensão na região.

Os incidentes explodiram quando um tribunal de Panchkula declarou hoje o polêmico guru Rahim Singh culpado pela acusação de estupro.

A polícia tinha desdobrado 50 mil agentes nas cidades de Sirsa e em Panchkula.

O caso contra Singh é relativo a 2002, quando uma de suas supostas seguidoras enviou uma carta anônima ao então primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee, acusando o guru de ter estuprado tanto ela como outras devotas.

O julgamento começou finalmente em 2008, quando duas mulheres decidiram testemunhar contra ele por estupro.

O guru, líder da organização espiritual Dera Sacha Sauda ("Lugar da Verdade Real" em hindi), afirma contar com 50 milhões de seguidores na Índia.