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EUA não planejam ações militares contra a Venezuela no "futuro próximo"

25/08/2017 16h37

Washington, 25 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos não planeja ações militares contra a Venezuela no "futuro próximo", afirmou nesta sexta-feira o principal assessor de segurança nacional da Casa Branca, general H.R. McMaster.

"Não planejamos ações militares no futuro próximo", disse McMaster em uma entrevista coletiva na Casa Branca.

O assessor respondeu a perguntas da imprensa sobre declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que no último dia 11 de agosto indicou que não descartava uma "opção militar" para resolver a crise enfrentada pela Venezuela.

O general explicou que Trump pediu à equipe de segurança nacional que se antecipe para a possibilidade de a situação se deteriorar ainda mais na Venezuela e que, por esse motivo, a Casa Branca avalia em conjunto uma resposta militar e diplomática à crise.

"Na realidade, não existe isso de uma opção militar ou uma opção diplomática separada, tratamos de integrar tudo isso em elementos lado a lado", explicou McMaster.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, também participou da entrevista coletiva realizada hoje. Ele foi um dos responsáveis pelas sanções aplicadas hoje à Venezuela, que proíbem os bancos americanos de comprarem títulos públicos e bônus da dívida do governo do país e da petroleira estatal PDVSA.

Mnuchin pediu aos membros do governo da Venezuela que se "distanciem da violência e da ditadura" e avaliou que as novas sanções, as primeiras contra o sistema financeiro do país comandado pelo regime Nicolás Maduro, são o "passo seguinte" para a liberdade do povo venezuelano.

Perguntado sobre as consequências políticas das sanções, Mnuchin disse que os EUA não pretendem mudar a liderança da Venezuela, mas sim buscam "restaurar o processo democrático".

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