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Internacional

Sanções dos EUA são "pior agressão" à Venezuela em 200 anos, diz chanceler

25/08/2017 16h18

Nações Unidas, 25 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou nesta sexta-feira, na sede da ONU, que as sanções financeiras anunciadas pelos Estados Unidos são a "pior agressão" a seu país "nos últimos 200 anos".

"Talvez os Estados Unidos estejam tentando promover uma crise humanitária no nosso país. O que querem? Querem matar os venezuelanos de fome?", questionou Arreaza em entrevista coletiva.

O chanceler ressaltou que as sanções aprovadas hoje pelo presidente dos EUA, Donald Trump, visam ameaçar diretamente o povo venezuelano, não seu governo.

"Estas ameaças de sanções não são contra indivíduos, são contra o povo venezuelano, são contra a sua economia, são contra o seu conforto, e não vamos permití-las", disse.

Arreaza alegou que o governo venezuelano está estudando as sanções e tomará "todas as medidas" a seu alcance para evitar que tenham "efeitos nas famílias venezuelanas".

"Os Estados Unidos não vão provocar uma crise humanitária na Venezuela", disse o chanceler, após se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Segundo Arreaza, somadas às recentes ameaças de intervenção por parte dos EUA, as sanções "são a pior agressão à Venezuela nos últimos 200 anos".

"Talvez desde que o Império espanhol foi derrotado por nossos libertadores, por Simón Bolívar, esta é a pior agressão", insistiu.

Arreaza defendeu que, diante das advertências militares de Trump e das sanções aprovadas contra a Venezuela, as Nações Unidas não podem "ficar de braços cruzados e não condenar estas ações".

"Ao secretário geral e também à Assembleia Geral das Nações Unidas pediremos que tomem posição sobre estas ameaças insólitas, anacrônicas, hostis, inamistosas, que nós não podemos aceitar sob nenhum conceito", frisou.

Segundo o chanceler, a Venezuela defenderá seus cidadãos "por todos os meios", mas a via prioritária é a da diplomacia e do diálogo.

"Tomara que o presidente Trump e seu governo entendam que este é o mundo do diálogo, não o mundo das guerras", disse.

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