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Coalizão árabe admite ter atacado civis no Iêmen por "erro técnico"

26/08/2017 13h12

Riad, 26 ago (EFE).- A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita admitiu neste sábado ter cometido um "erro técnico" ao bombardear ontem, de forma "não intencional", um edifício residencial na capital do Iêmen, Sana, que provocou a morte de pelo menos 14 pessoas.

O coronel Turki al Malki, porta-voz da aliança militar, disse em um comunicado que o comando da coalizão revisou "o planejamento e a execução do ataque, e descobriu que um erro técnico foi a causa do incidente", o qual classificou como "acidental" e "não intencional".

Além disso, Malki ressaltou que as aeronaves da coalizão não bombardearam diretamente o edifício.

A nota explicou que a análise da incursão aérea determinou que o objetivo do ataque era "legítimo". O alvo era um suposto "centro de comando de comunicações das milícias armadas houthis", os rebeldes xiitas que dominam a capital iemenita e que são combatidos pela coalizão liderada pela Arábia Saudita.

Malki disse que os houthis estabeleceram esse centro em um bairro residencial para usar civis como "escudos humanos" e evitar assim serem atacados.

A aliança de países muçulmanos sunitas foi acusada reiteradamente de atacar civis e lugares como escolas e hospitais, e seus bombardeios causaram centenas de vítimas entre cidadãos iemenitas.

Ontem, pelo menos 14 pessoas morreram, entre elas seis crianças, e outras dez ficaram feridas em um bombardeio da coalizão que atingiu um edifício residencial, que desmoronou com a maior parte de seus moradores do lado de dentro.