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Governo da Guatemala descarta colocar Exército na rua para conter protestos

28/08/2017 18h07

Cidade da Guatemala, 28 ago (EFE).- O governo da Guatemala afirmou nesta segunda-feira que não irá aumentar a presença de militares nas ruas por causa dos protestos contra o presidente do país, Jimmy Morales.

O porta-voz da presidência, Heinz Hiemann, disse a jornalistas que o país também não declarará estado de sítio por causa das manifestações. Para isso, explicou, teria que haver uma reunião com todos os ministros, algo que ainda não ocorreu, e esse pedido deveria vir do Congresso do país.

O ministro de Governo, Franco Rivas, indicou que agirá dentro da Constituição. Já o ministro da Defesa, Williams Mansilla, afirmou que a possibilidade de declarar estado de sítio não foi discutida em uma reunião de gabinete realizada e que o assunto sequer foi abordado.

"Não estamos reforçando as ruas com soldados. Nós seguimos com nossos processos normais", indicou Mansilla.

Ontem, a Polícia Nacional Civil da Guatemala ordenou a suspensão de todas as folgas ou férias de seus agentes. Segundo um porta-voz do órgão explicou que a medida foi tomada por precaução para que haja pessoal necessário em caso de uma eventualidade.

Os protestos ocorrem depois de o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, ter declarado "persona non grata" e expulsado do país o diretor da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), Iván Velásquez.

A Corte Constitucional suspendeu provisoriamente a decisão de Morales.

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