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Polícia escaneia submarino em busca de provas de morte de jornalista sueca

29/08/2017 13h24

Copenhague, 29 ago (EFE).- Em busca de possíveis compartimentos ocultos e provas, a polícia dinamarquesa anunciou nesta terça-feira que inspecionará com um escâner o submarino do inventor dinamarquês Peter Madsen no qual morreu a jornalista sueca Kim Wall, cujo tronco apareceu na semana passada na costa báltica ao sul de Copenhague.

Madsen, que permanece em prisão preventiva por suspeita de homicídio culposo e de relação indecente com cadáver, declarou que Wall morreu em um acidente e que depois jogou seu corpo ao mar, segundo revelaram as autoridades.

Kim Wall, que faria uma reportagem sobre Madsen, desapareceu na quinta-feira a bordo do submarino, que foi visto de novo no dia seguinte na baía de Køge, ao sul da capital, onde o inventor foi resgatado antes do naufrágio da embarcação.

A polícia recorreu agora a um escâner móvel usado contra o tráfico de drogas pelos serviços de alfândega para inspecionar o submarino, embora admita que não há suspeitas concretas.

O submarino já foi analisado pelos técnicos anteriormente, após ser resgatado e esvaziado de água, e nele foram encontrados restos do sangue de Wall que permitiram identificar o tronco do corpo humano graças aos exames de DNA.

Agentes dinamarqueses e suecos rastrearão a baía nos próximos dois dias com cachorros especializados em encontrar cadáveres, em busca das extremidades e da cabeça da jornalista de 30 anos, que foram cortadas.

A investigação revelou também que o tronco do corpo humano estava atado a um objeto de metal para fazer peso e que apresentava ferimentos para tentar extrair o ar e não flutuar. Madsen se disse inocente e considerou tudo um acidente.

O inventor dinamarquês comparecerá novamente na próxima terça-feira ao tribunal, que deverá decidir se prolongará a prisão preventiva. A promotoria anunciou que pedirá para a acusação ser trocada para a de homicídio.

Madsen declarou inicialmente ter desembarcado a repórter algumas horas após o início da viagem e que a embarcação naufragou por um erro, mas depois mudou o discurso e foi descoberto que o naufrágio do submarino foi intencional.

O inventor é conhecido pelos projetos de submarítimos e por ser o cofundador da empresa Copenhagen Suborbitals, criada em 2008 com o objetivo de lançar pequenas naves tripuladas ao espaço e que decolou com sucesso foguetes experimentais sem pessoas a bordo.