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Novo sistema de contagem eleva para 11 mil soldados dos EUA no Afeganistão

30/08/2017 17h14

Washington, 30 ago (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos elevou nesta quarta-feira para 11 mil o número de soldados do país que estão no Afeganistão, quantidade superior aos 8,4 mil anunciados até então, após uma mudança no mecanismo de contagem de tropas, que agora passa incluir militares em missões temporárias.

"Com o novo mecanismo de contabilidade, o novo número oficial de soldados americanos no Afeganistão é de 11 mil", disse em uma entrevista coletiva no Pentágono o tenente-general Kenneth McKenzie, diretor do Estado Maior Conjunto dos EUA.

O número é superior aos 8,4 mil contabilizados anteriormente e ainda não engloba os militares que podem ser enviados ao Afeganistão como parte da nova estratégia anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para o conflito no país.

O porta-voz do Pentágono, Dana White, explicou que o novo número não significa um aumento do número de militares americanos no Afeganistão, mas que representa um esforço para ampliar a transparência por parte das Forças Armadas dos EUA.

Trump anunciou no último dia 21 de agosto que os EUA seguirão envolvidos na mais longa guerra de sua história, um conflito que já dura quase 16 anos, e afirmou que enviará mais soldados americanos ao Afeganistão, sem um prazo fixo para que eles deixem o país. No entanto, o presidente não explicou de quanto seria esse aumento.

O presidente disse que preferia manter em segredo alguns aspectos de seu plano, como o número de soldados ou os prazos da operação militar, porque considera "contraproducente" anunciá-los com antecedência. Para Trump, isso daria vantagem ao inimigo.

Fontes do Congresso citadas pela imprensa americana, no entanto, afirmam que 4 mil soldados serão enviados por Trump para reforçar a presença americana no Afeganistão, que era, segundo os dados divulgados antes da recontagem de hoje, de 8,4 mil homens.

No conflito, que começou no fim de 2001, morreram 2,4 mil americanos. Os EUA gastaram mais de US$ 700 bilhões entre esforço bélico e trabalhos de reconstrução do país.