Juiz mantém prisão de 2 suspeitos pelos atentados na Catalunha

Madri, 1 set (EFE).- Um juiz da Audiência Nacional da Espanha decidiu nesta sexta-feira manter na prisão dois dos suspeitos detidos pelos atentados da Catalunha por considerar que existem "indícios sólidos" de que eles participaram dos ataques.

Mohammed Houli Chemlal, o único sobrevivente da explosão da casa onde os tentados foram preparados, e Driss Oukabir, irmão de um dos suspeitos mortos pela polícia, seguirão detidos, segundo a decisão do magistrado espanhol.

A participação de ambos nos incidentes de "extrema gravidade", de acordo com o juiz, pode resultar na pena de prisão permanente revisável, a maior punição do sistema judiciário da Espanha, onde a lei não permite a prisão perpétua nem a pena de morte.

O juiz considerou que há fortes indícios da ativa participação dos dois detidos nos atentados, fatos que poderiam constituir 16 acusações de homicídio terrorista, mais de 100 lesões corporais de caráter terrorista, entre outros crimes.

No último dia 17 de agosto, um jovem atropelou várias pessoas em La Rambla, uma das ruas mais emblemáticas de Barcelona, deixando 15 mortos e mais de cem feridos. Horas depois, um grupo promoveu um novo ataque em Cambrils, também na Catalunha, onde uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas.

As autoridades descobriram que todos os responsáveis faziam parte de uma célula de 12 pessoas. Do total, seis foram mortas pelos agentes, dois morreram na explosão da casa onde os atentados foram preparados e quatro acabaram presas, entre elas Chemlal e Oukabir.

Os outros dois presos foram libertados provisoriamente.

Sobre Oukabir, de 28 anos e de origem marroquina, o juiz do caso considera que ele teve uma participação ativa como colaborador para a realização dos atentados.

Há dados objetivos, segundo o juiz, para concluir que o preso era ciente da radicalização jihadista de seu irmão mais novo, Moussa, morto em Cambrils. Oukabir reconheceu que o irmão estava rezando mais, que o recriminou por só lidar com muçulmanos e que pretendia ocultar a radicalização de possíveis investigadores.

Oukabir foi quem alugou a caminhonete usada nos atentados de Las Ramblas. No entanto, em depoimento, ele afirmou ao juiz que achava que o veículo seria usado para realizar uma mudança.

No entanto, ele entrou em contradição. No primeiro momento, Oukabir afirmou que o irmão tinha roubado seus documentos para alugar o veículo. Depois, mudou a versão e disse que alugou o carro para devolver um favor aos amigos de Moussa.

Em relação a Chemlal, de 21 anos, o juiz leva em consideração o depoimento no qual o jovem admitiu seu envolvimento no grupo terrorista, que tinha o objetivo de produzir artefatos explosivos para realizar atentados na Espanha.

O jovem foi preso no hospital na noite dos atentados. Ele estava internado depois da explosão da casa onde a célula preparava os ataques. EFE ms/lvl

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