Mais 26 rohingyas que fugiam para Bangladesh morrem em fronteira com Mianmar

Daca, 1 set (EFE).- Pelo menos 26 membros da minoria muçulmana rohingya, na sua maioria mulheres e crianças, morreram afogados quando tentavam cruzar o rio que serve de fronteira natural entre Mianmar e Bangladesh, o que eleva para 50 o número de mortos desta forma nos últimos três dias.

Hoje foram recuperados 26 corpos do rio Naf e do estuário da baía de Bengala, entre eles nove mulheres e oito crianças, informou à Agencia Efe Mosel Uddin, chefe da delegacia de Polícia de Teknaf, no lado bengali da fronteira.

Apesar de Daca estar tentando deter o êxodo, a ONU estima que pelo menos 38 mil rohingyas cruzaram a fronteira com Bangladesh na última semana fugindo da violência no estado de Rakhine, no noroeste de Mianmar.

No dia 25 de agosto, o insurgente Exército de Salvação Rohingya de Arakan (Arsa) lançou uma série de ataques contra postos policiais e militares em Rakhine, que deixou um saldo de mais de cem mortos e provocou uma nova onda de violência na região.

Mais de um milhão de rohingyas vivem em Rakhine, onde sofrem uma crescente discriminação desde o surto de violência sectária de 2012 que causou pelo menos 160 mortos e deixou perto de 120 mil pessoas confinadas em 67 campos de deslocados.

As autoridades de Mianmar não reconhecem a cidadania dos rohingyas e Bangladesh os considera cidadãos birmaneses.

Entre 300 mil e 500 mil rohingyas vivem em Bangladesh, dos quais somente cerca de 32 mil têm status de refugiado, e vivem em campos no distrito de Cox's Bazar, próximo à fronteira.

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