Merkel se compromete a defender expotações alemãs após crise do diesel

Berlim, 1 set (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, ressaltou nesta sexta-feira a importância do setor exportador para a economia do país e se comprometeu a continuar trabalhando para que a marca "made in Germany" seja sinônimo de máxima qualidade, superando os "erros" do setor automotivo com os motores a diesel.

A três semanas das eleições, em um discurso perante a Associação Econômica e de pequenas e médias empresas (PME) da União Democrata-Cristã (CDU), e de sua ala bávara, a União Social-Cristã (CSU), Merkel elogiou o trabalho dos empresários e garantiu que o aumento de impostos é para ela um "tabu".

Dos 3,5 milhões de empresas na Alemanha, 99% são PME, que mantêm 60% dos postos de trabalho do país.

Merkel reconheceu a importância do mercado nacional, mas deixou claro que a força da economia alemã consiste em boa parte no vigor de suas exportações.

Neste contexto, a chanceler prometeu trabalhar para manter a imagem do "made in Germany", prejudicada pelo setor automotivo com a manipulação dos motores a diesel para cumprir as exigências ambientais.

Merkel defendeu uma indústria automotiva eficiente, que cumpra as exigências da inovação e que mantenha a Alemanha na liderança mundial, consciente de que o setor é fundamental para a economia do país e que dele dependem 800 mil postos de trabalho.

Na mesma linha, destacou a importância dos acordos comerciais assinados com a Coreia do Sul e o Canadá e apostou de novo em reabrir as negociações entre a União Europeia e os Estados Unidos, congeladas desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

Esse acordo de livre comércio beneficiaria ambas as partes e os padrões de qualidade fixados pelos dois maiores mercados do mundo se transformariam em globais, afirmou.

Além de prometer que não haverá aumento de impostos se for reeleita para um quarto mandato, Merkel destacou a estabilidade orçamentária ao longo de toda a legislatura e se comprometeu a continuar governando sem gerar novas dívidas caso vença as eleições. EFE

nl/cs

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