Trump volta atrás em ameaça de "fechar" governo por muro com o México

Washington, 1 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás em sua ameaça de fechar de maneira parcial o governo se os democratas se negarem a incluir no orçamento os fundos para o muro com o México, segundo publicaram nesta sexta-feira os jornais "The Hill" e "The Washington Post".

Segundo esses meios, Trump disse aos líderes republicanos do Congresso que não fechará o governo como havia dito durante um ato em agosto em Phoenix (Arizona).

Os jornais, que citam fontes legislativas, afirmam que tanto Trump como os líderes legislativos alcançaram um acordo para deixar de lado a solicitação de US$ 1,6 bilhão para o muro que a Casa Branca tinha formulado e que tinha topado com grande oposição no Legislativo.

No seu ato no Arizona, o presidente americano disse que estava disposto a encarar um fechamento do governo para pressionar o Congresso com o fim de aprovar fundos para um muro fronteiriço, uma das suas principais promessas de campanha.

"Agora, os democratas obstrucionistas não querem que o façamos, mas, acreditem, se tivermos que fechar o nosso governo, vamos construir essa muralha", declarou então.

Incluir fundos federais nos orçamentos do ano fiscal 2018, que serão debatidos no Congresso este mês, é para Trump uma das suas prioridades; no entanto, para os democratas é uma linha vermelha que não estão dispostos a cruzar, e seus votos são necessários para aprovar qualquer legislação orçamental no Senado.

Alguns republicanos, particularmente de estados ao longo da fronteira sul, também expressaram ceticismo sobre a construção de um muro que, além do mais, o presidente americano pretende fazer com que seja pago pelo México.

Se o Congresso e a Casa Branca finalmente não puderem chegar a um acordo, ou não aprovarem um projeto de lei de despesas para ao menos manter a continuidade dos fundos aprovados no atual ano fiscal - alternativa conhecida como Resolução de Continuidade -, o governo ficaria sem fundos e se veria obrigado a um fechamento parcial das suas atividades.

A última vez que isto ocorreu foi em 2013, quando o senador republicano Ted Cruz forçou o fechamento ao não conseguir incluir a retirada de fundos destinados à reforma sanitária do então presidente Barack Obama dentro da lei orçamental, o que levou à perda de centenas de milhares de dólares e à parada temporária de milhares de funcionários.

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