Kenyatta promete resolver problema "do Supremo" se for reeleito

Nairóbi, 2 set (EFE).- O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, prometeu que se for reeleito irá resolver o problema "do Supremo Tribunal", que foi criticado por ter anulado o resultado das eleições de 8 de agosto, das quais tinha saído vencedor.

"O Supremo Tribunal decidiu que é mais poderoso que os 15 milhões de quenianos que votaram pelo seu candidato preferido. O Supremo Tribunal não pode anular a vontade do povo, e nos encarregaremos de solucionar isto", disse Kenyatta em um encontro com membros de seu partido.

"Temos um claro problema", insistiu em alusão ao Supremo, a cujos juízes se dirigiu: "Quem vos elegeu?"

Kenyatta, no entanto, reiterou seu "respeito" à decisão do Tribunal, não sem voltar a expressar seu desacordo com a sentença, que determinou a convocação de novas eleições presidenciais que terão que ser realizadas em 60 dias.

O vice-presidente do país, William Ruto, foi além nas críticas. "Devemos nos perguntar como o Supremo Tribunal invalidou a vontade dos quenianos se baseando em assuntos técnicos que não têm nada a ver com como votaram. É uma estupidez".

Ruto defendeu que seu partido, o Jubileu, ganhou as eleições de forma "justa", ao que acrescentou que "não sucumbiremos a nenhum tipo de intimidação do Tribunal".

"O Supremo Tribunal não é supremo, é o povo queniano", sentenciou o número dois do partido e do Governo.

Tanto Ruto como Kenyatta pediram à Comissão Eleitoral que anuncie o mais rápido possível a data das novas eleições.

Estas declarações ocorrem um dia depois que o Supremo Tribubal assegurou que a Comissão cometeu "irregularidades" que "afetaram as integridade do processo eleitoral" e ordenou a convocação de novas eleições, dando a razão à oposição que denunciou uma "fraude" desde o mesmo dia da votação.

O líder da principal coalizão opositora Super Aliança Nacional (NASA, siglas em inglês), Raila Odinga, pediu após a sentença que os culpados deste monstruoso "crime contra os quenianos", referindo-se à Comissão Eleitoral, fossem processados.

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