Rússia denuncia decisão dos EUA sobre suas propriedades diplomáticas

Moscou, 2 set (EFE).- Moscou denunciou neste sábado como uma violação do direito internacional a decisão dos serviços de segurança dos Estados Unidos de revistar o consulado russo em São Francisco e o escritório comercial de sua Embaixada em Washington, duas propriedades diplomáticas da Rússia que gozam de imunidade.

Ambos edifícios diplomáticos, junto a outro arrendado por Moscou em Nova York, foram abandonados pelo pessoal russo neste sábado por ordem do Governo dos EUA, em uma decisão que piorou ainda mais as já deterioradas relações entre os dois países.

O Ministério de Assuntos Exteriores russo entregou hoje uma nota de protesto ao encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Moscou, Anthony Godfrey, na qual expressou que "a revista ilegítima das dependências diplomáticas da Rússia sem a presença de autoridades russas oficiais é uma ação agressiva sem precedentes".

Segundo o comunicado divulgado pela chancelaria russa, as autoridades americanas ameaçaram inclusive "derrubar a porta" do escritório comercial russo em Washington se Moscou não abrisse o edifício, que segue sendo de sua propriedade apesar de ter sido fechado por ordem da Administração dos EUA.

"As autoridades dos EUA devem pôr fim às flagrantes violações do direito internacional e renunciar aos ataques contra a imunidade da dependência diplomáticas da Rússia. Caso contrário, nos reservamos o direito de tomar as mesmas medidas de resposta", advertiu Exteriores.

O Governo americano decretou na sexta-feira o fechamento do Consulado da Rússia em São Francisco e dois anexos diplomáticos, um em Washington e outro em Nova York, em resposta à ordem que Moscou deu em julho de reduzir a presença diplomática americana em seu território.

A Rússia, por sua vez, ordenou a redução de diplomatas dos EUA na Rússia em resposta ao novo pacote de sanções econômicas aprovadas pelo Congresso recentemente contra o país pela sua suposta ingerência nas eleições americanas de 2016.

A lei, adotada no final de julho pelos EUA, fortalece as sanções contra a Rússia e limita a capacidade do presidente americano, Donald Trump, de suspendê-las sem a autorização do Congresso.

Em represália, a Rússia ordenou ao Governo americano que a partir do 1 de setembro reduza em 755 pessoas o número de diplomatas e pessoal técnico que trabalha em sua embaixada em Moscou e nos consulados de São Petersburgo e outras cidades, até o mesmo número do pessoal diplomata que a Rússia tem nos EUA.

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