Irã qualifica de "inaceitável" e "politizado" relatório da ONU sobre presos

Teerã, 3 set (EFE).- O Governo iraniano qualificou neste domingo de "inaceitável" e "politicamente motivado" o novo relatório da relatora especial da ONU sobre os direitos humanos no Irã, Asma Jahangir, que criticou a situação de alguns presos em greve de fome.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Bahram Qasemi, disse que a República Islâmica "não reconhece" esse texto porque a missão de Jahangir - denunciou - cumpre "objetivos totalmente seletivos e politicamente motivados de alguns países", segundo um comunicado.

A relatora da ONU chamou a atenção em 31 de agosto sobre a "situação extrema" que vivem 50 presos no Irã que estão em greve de fome para protestar contra sua transferência à parte de alta segurança da prisão de Rajai-Shahr, ao oeste de Teerã.

Além disso, expressou sua preocupação pelos supostos maus-tratos que recebem os presos durante o encarceramento e a privação de atendimento médico apropriado e do contato com a família e advogados.

Segundo o porta-voz iraniano, o relatório não é credível já que utiliza "recursos inválidos" e "falsas informações" apesar das respostas "detalhadas e bem fundamentadas dadas repetidamente pela República Islâmica".

"Parece que a relatora especial da ONU fechou por desgraça os seus olhos para vários casos de melhora na situação dos direitos humanos no Irã e ainda está tratando de retratar uma imagem sombria da República Islâmica", acrescentou Qasemi.

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