Líder da oposição no Camboja é preso acusado de traição

Bangcoc, 3 set (EFE).- As autoridades do Camboja detiveram neste domingo o líder opositor Kem Sokha e o acusaram de preparar uma "conspiração" contra o Estado na qual supostamente contaria com o apoio dos Estados Unidos, aponta a imprensa local.

Em um comunicado, as autoridades precisaram que o líder opositor preparava a suposta conspiração "junto a outras partes", entre as quais estavam incluídos elementos "estrangeiros".

O primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, identificou depois os EUA como a parte estrangeira supostamente envolvida no complô.

"Trata-se dos Estados Unidos", disse o premiê em discurso perante um grupo de trabalhadores em Phnom Penh.

No texto divulgado pelas autoridades, foi lembrado que o tipo de atividade da qual Kem Sokha é acusado é considerado uma "traição", o que poderia acarretar ao líder opositor uma pena de mais de 15 anos de prisão.

A detenção foi confirmada pela filha do detido, Kem Monovithya, que em um tweet indicou que seu pai foi preso junto a oito guarda-costas por um grupo de mais de cem soldados.

A detenção ocorre após semanas de tensão política depois que o Governo proibiu em julho qualquer referência a Sam Rainsy, - máximo dirigente da formação de Kem Sokha, o Partido de Resgate Nacional do Camboja (CNRP) -, durante a campanha prévia às eleições legislativas previstas para o próximo ano.

Após denunciar a falta de democracia no Camboja durante a administração de Hun San - que governa o país com mão de ferro há mais de três décadas -, Rainsy permanece desde 2015 exilado na França.

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