Londres defende sanções a Pyongyang ainda que contemple "todas as opções"

Londres, 3 set (EFE).- O ministro de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, defendeu neste domingo a via das sanções para abordar a crise com a Coreia do Norte, ainda que tenha dito que "todas as opções" estão abertas após o novo teste nuclear de Pyongyang.

"Nossa visão no Reino Unido é que os meios pacíficos e diplomáticos são a melhor opção. Pensamos que a rota das sanções ainda tem potencial", disse Johnson à emissora "Sky News".

O ministro britânico argumentou que a China é responsável por 90% do fluxo comercial da Coreia do Norte e que Pyongyang apenas conta com "reservas de petróleo para cerca de seis meses", por isso que as sanções "vão continuar introduzindo pressão sobre o regime" norte-coreano.

"Nenhuma das opções militares é boa. É correto dizer que todas as opções estão sobre a mesa, ainda que não vemos uma solução militar singela", disse Johnson, que alertou que a detonação de uma bomba de hidrogênio por parte da Coreia do Norte pode supor uma "ameaça de um outro tipo".

Johnson qualificou de "temerário" o teste norte-coreano, o sexto atômico e o segundo termonuclear do regime de Kim Jong-un, e pediu que o "sentido comum" prevaleça nesta crise.

"Nos 30 anos de história nos quais a Coreia do Norte tratou de conseguir armas nucleares, houve momentos difíceis e momentos nos quais voltou a retroceder. Estamos trabalhando para ver se podemos atingir algum de sentido comum", acrescentou.

O titular de Relações Exteriores britânico pediu uma intensificação dos esforços diplomáticos internacionais e que Pequim aumente a pressão sobre Pyongyang.

"O que os chineses sempre dizem é que existe uma espécie de equivalência entre os exercícios militares americanos e sul-coreanos com o teste nuclear da Coreia do Norte", disse o ministro.

"Nós não aceitamos isso. O que fazem os sul-coreanos é completamente legítimo. É pacífico e tem sido feito durante anos. Não representa uma provocação ilegal", afirmou.

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