Putin insiste em solução diplomática para problema com Coreia do Norte

Moscou, 3 set (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, insistiu neste domingo que o problema da nuclearização da Coreia do Norte deve ser resolvido exclusivamente pela via diplomática, após o sexto teste nuclear do regime de Kim Jong-un.

Em uma conversa telefônica com o primeiro-ministro japonês, Sinzo Abe, Putin afirmou que "a comunidade internacional não deve deixar-se levar pelas emoções", e enfatizou que "a solução integral do problema nuclear na Península Coreana só pode ser conseguida por meios político-diplomáticos", informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Os líderes condenaram o novo teste nuclear, que sabota o regime global de não proliferação, viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e as normas do direito internacional. Isto é uma autêntica ameaça à paz regional e à estabilidade", acrescentou o porta-voz do presidente russo.

Moscou, segundo Peskov, tem mais motivos de preocupação em relação ao desenvolvimento de armamento nuclear por parte do regime de Kim Jong-um do que muitos países, "porque, enquanto os Estados Unidos estão a milhares de quilômetros da Península da Coreia, o que ocorre ali está muito perto das fronteiras da Rússia".

Putin e Abe estabeleceram que vão continuar suas conversas sobre o problema da Coreia do Norte no encontro que manterão na próxima quinta-feira em Vladivostok, dentro do Fórum Econômico do Oriente que acontecerá nesta cidade do extremo leste da Rússia.

Por outro lado, Putin e o presidente chinês, Xi Jinping, "enfatizaram a importância de se evitar o caos na Península Coreana", ao mesmo tempo em que reafirmaram que é "absolutamente intolerável a nuclearização" das duas Coreias, em sua reunião na ilha de Xiamen, na China, que recebe a cúpula de líderes dos Brics.

Os dois governantes estabeleceram que vão "coordenar suas ações" na arena internacional neste e em outros assuntos, acrescentou Peskov.

O porta-voz do Kremlin insistiu que as sanções adotadas até agora na ONU contra a Coreia do Norte "não deram nenhum efeito positivo".

Meios da imprensa oficial norte-coreana anunciaram que a bomba de hidrogênio que o país testou hoje com "total sucesso" pode ser instalada em um dos seus mísseis balísticos intercontinentais (ICBM, sigla em inglês), o que, se for confirmado, suporia um perigoso avanço no campo armamentista para o regime de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte já realizou cinco testes nucleares até hoje, os dois últimos em janeiro e setembro de 2016.

A potência da detonação detectada hoje pelos órgãos de monitoramento sismológico de Coreia do Sul, Japão e China, assim como pela Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO, sigla em inglês), indica que este foi um teste muito mais potente que os cinco anteriores.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos