Bangladesh deporta para Mianmar 2 mil rohingyas que se refugiaram em ilha

Ghum Dhum (Bangladesh), 4 set (EFE).- Mais de 2 mil rohingyas que tinham se refugiado na ilha de Saint Martin, em Bangladesh, foram deportados nesta segunda-feira para Mianmar, de onde tinham fugido por causa da violência.

O comandante da Guarda Costeira de San Martin, Ashraful Islam, confirmou à Agencia Efe que 2.011 membros da minoria muçulmana dos rohingyas foram devolvidos à Mianmar, sem dar mais detalhes.

O responsável pelo governo de Saint Martin, Nur Ahmed, disse que os rohingyas chegaram à ilha nos últimos dias e que ontem os agentes da guarda costeira pediram que eles se identificassem.

Pelo menos 87 mil rohingyas chegaram a Bangladesh desde o último dia 25 de agosto, procedentes do estado de Rakhine, no noroeste de Mianmar. A região é palco de uma ofensiva por parte do Exército de Mianmar denunciada por ONGs e órgãos internacionais.

A operação começou após um ataque do Exército de Salvação Rohingya de Arakan contra postos policiais e militares na região, deixando mais de 100 mortos, a maior parte deles da guerrilha.

Calcula-se que mais de 1 milhão de rohingyas vivam em Rakhine, mas não são reconhecidos como cidadãos pelo governo de Mianmar.

Em Bangladesh, onde vivem entre 300 mil e 500 mil rohingyas, os membros da minoria são considerados como imigrantes ilegais. Apenas 32 mil deles têm status de refugiados e vivem em acampamentos na província de Cox's Bazar.

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