Chimpanzé libertada por habeas corpus ganha "companheiro" em santuário em SP

São Paulo, 4 set (EFE).- Cecilia, o primeiro chimpanzé do mundo que usou um habeas corpus para conseguir sua liberdade de um zoológico, já tem um "companheiro" no Brasil, onde chegou em abril deste ano proveniente da Argentina.

Há uma semana, Cecilia compartilha recinto com Marcelino, um chimpanzé de 10 anos que nasceu no Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, no interior do estado de São Paulo.

Cecilia, de 19 anos, e Marcelino estão vivendo agora sua própria "lua de mel" no santuário, disse à Agência Efe o médico cubano Pedro Alejandro Ynterian, proprietário deste refúgio para animais.

A chimpanzé deixou o cativeiro em Mendoza (Argentina) cheia de traumas e chegou ao santuário em abril, em cumprimento da primeira decisão judicial no mundo que aceitou um habeas corpus apresentado a favor de um primata sob "privação ilegítima da liberdade".

Cecília passou por um período de quarentena e nos últimos dias começou a interagir com Marcelino, após alguns meses de "solidão".

"Há uma semana estão lado a lado, estão bem. Não se sabe se copularam, porque são discretos. Mas não houve nenhum problema entre eles", afirmou Ynterian.

A primata, que tem se adaptado "perfeitamente" à sua nova vida no Brasil, começou a se relacionar com Billi, mas o chimpanzé não se interessou por ela, e por isso decidiram juntá-la posteriormente com Marcelino.

"No início houve um pouco de tumulto, porque Marcelino queria marcar território. Separamos os dois e depois os juntamos de novo, e a situação agora está sob controle", disse o proprietário deste refúgio para animais de meio milhão de metros quadrados.

No Santuário de Sorocaba, os chimpanzés vivem em uma espécie de fortaleza construída com muros de cimento, dividida em diferentes compartimentos nos quais vivem os exemplares do mesmo grupo.

A ideia do santuário surgiu há duas décadas de maneira informal e se concretizou no ano 2000, quando o cubano decidiu se associar ao projeto GAP, que lançou uma campanha para que os grandes símios - em risco de extinção - sejam Patrimônio Vivo da Humanidade.

Os chimpanzés são os protagonistas deste refúgio, mas nele também convivem outros tipos de macacos, aves, leões e ursos "resgatados" pelas autoridades regionais de circos e zoológicos, bem como de redes de tráfico de animais. EFE

ass/cs

(foto) (vídeo)

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