Detenção de líder opositor cambojano preocupa alto comissário da ONU

Genebra, 4 set (EFE).- O alto comissário da ONU para os direitos humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, mostrou sua preocupação nesta segunda-feira pela detenção do líder opositor cambojano Kem Sokha, acusado de preparar uma "conspiração" contra o Estado na qual supostamente contaria com o apoio de Washington.

Em um comunicado, Zeid aponta que a detenção de Sokha parece ter ocorrido "sem nenhum respeito às garantias do devido processo, incluido o respeito pela sua imunidade parlamentar".

Segundo o diplomata jordaniano, o líder opositor cambojano foi acusado de traição, o que lhe renderia uma pena de prisão de entre 15 e 30 anos, mas as acusações s se baseiam em um discurso em vídeo que Sokha fez em 2013 e que é público desde então.

Zeid também expressou sua preocupação pelas numerosas "declarações públicas" feitas pelo primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, e funcionários de alta categoria sobre a suposta culpa de Sokha, já que esta viola a presunção de inocência e o direito a um julgamento justo.

A detenção de Sokha preocupa ainda mais se for levado em conta o que aconteceu em meio às recentes medidas tomadas pelo Governo do Camboja de fechar ONGs estrangeiras e atacar meios de comunicação, entre eles várias emissoras de rádio e o principal jornal independente em inglês, o "Cambodia Daily", que teve que ser fechado após 24 anos de existência.

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