Rajoy promete inteligência e firmeza perante possível referendo na Catalunha

(Atualiza com declarações do presidente da Catalunha).

Madri, 4 set (EFE).- O chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, afirmou nesta segunda-feira que o Executivo atuará com "proporcionalidade, inteligência, tranquilidade e firmeza" perante o "disparate" e a "fraude à democracia" que podem ser cometidos pelos independentistas da Catalunha caso aprovem nesta semana a lei que regula o referendo de separação.

Por sua vez, o presidente catalão, Carles Puigdemont, disse que "fraude seria impedir" um referendo e acrescentou que com as "urnas nunca se faz um golpe de Estado", já que um "golpe de Estado seria proibi-las".

Rajoy afirmou perante a direção de seu partido, PP (Centro-direita), que seguirá falando com outras forças políticas para fazer frente ao desafio soberanista e lamentou que não haja ninguém no Governo da Catalunha com capacidade de liderança para apresentar a necessidade de pensar sobre o que pretendem fazer.

Segundo afirmam os partidos independentistas catalães, nesta semana, possivelmente na quarta-feira, deve ser aprovada no Parlamento regional a lei que regularia o anunciado referendo separatista que pretendem realizar em 1 de outubro.

Esta consulta é considerada ilegal pelo Governo de Madri e pelo Tribunal Constitucional espanhol.

Rajoy insistiu que o Governo não vai permitir que haja ilegalidade alguma e nem que se atente contra a Constituição.

O chefe do governo espanhol reiterou que sua obrigação é fazer cumprir a lei e que o PP, partido do qual é presidente, preservará a unidade da Espanha e garantirá o respeito da Constituição.

Já Puigdemont especificou que um referendo como o que deseja convocar é "sinônimo de democracia no mundo todo" e, neste sentido, avisou ao Executivo espanhol que "qualquer tentativa de impedi-lo pela via judicial ou política está fadada ao fracasso porque a democracia é imparável".

Além disso, afirmou que a consulta será realizada com "plena normalidade" e com "todas as garantias homologáveis" internacionalmente.

Por sua vez, os socialistas do PSOE, na oposição, insistem que "sem a lei não há saída, mas sem diálogo tampouco", por isso seu líder, Pedro Sánchez, convidou hoje as forças políticas a um "grande diálogo construtivo".

O partido propõe criar uma "comissão de avaliação e modernização do estado autônomo" que sirva para desbloquear a crise territorial da Catalunha, ainda que o PP seja partidário de iniciar este diálogo após o dia 1º de outubro.

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