EUA seguirão desdobrando dispositivos estratégicos para mostrar apoio a Seul

Seul, 5 set (EFE).- O comandante da Frota do Pacífico dos Estados Unidos, o almirante Scott Swift, afirmou nesta terça-feira que seu país seguirá desdobrando dispositivos de defesa na região da península da Coreia para demonstrar o compromisso de Washington com a segurança da região.

"Se desejarem ter outro porta-aviões, mais navios e submarinos, temos o potencial e a capacidade de continuar nessa direção", disse Swift em uma entrevista em Seul com a agência sul-coreana "Yonhap".

Swift, que está na Coreia do Sul participando do Simpósio Internacional de Potência Naval (ISS, na sigla em inglês) da Marinha americana, se referiu assim aos planos de Washington e Seul de desdobrar mais aparatos estratégicos - que podem incluir um porta-aviões de propulsão nuclear - perto da península coreana em resposta ao último teste nuclear de Pyongyang.

O almirante insistiu são os legisladores quem devem tomar a decisão e que sua missão como comandante é ter prontos os dispositivos que supervisiona para qualquer opção.

A Frota do Pacífico dos EUA é responsável por 60% dos ativos da Marinha americana, e incluem 200 navios e submarinos, 1.180 aviões e mais de 140 mil marinheiros, segundo os números obtidos pela agência sul-coreana.

A intensificação dos testes armamentísticos da Coreia do Norte, que na terça-feira passada lançou um míssil que sobrevoou o norte do território japonês antes de cair no Pacífico e cinco dias depois realizou o seu sexto e mais potente teste nuclear até agora, levou alguns a afirmar que a situação pode estar fora de controle.

"Acredito que o fato de que ainda há muitas opções disponíveis para nós ressalta o fato de que (a situação) não está fora de controle", opinou o almirante a respeito.

Swift qualificou os atos de Pyongyang como "autodestrutivos" e disse que é difícil entender qual é o propósito exato do líder norte-coreano, Kim Jong-un, mas que "se estiver tentando separar as alianças e as lealdades que temos na região, está tendo o efeito oposto".

Ao ser perguntado sobre possíveis desavenças entre o seu governo e o de Seul, Swift respondeu que, no que diz respeito ao plano militar, a relação segue sendo "firme" e não existe falta de compromisso.

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