Governo da Colômbia confirma assassinato de russo sequestrado pelo ELN

Bogotá, 5 set (EFE).- O governo da Colômbia confirmou nesta terça-feira o assassinato de um cidadão russo sequestrado em novembro do ano passado pelo Exército de Liberdade Nacional (ELN) no departamento de Chocó e exigiu que a guerrilha, com a qual chegou nesta segunda-feira a um acordo de cessar-fogo bilateral que entrará em vigor em outubro, devolva o cadáver.

"O russo foi assassinado pelo ELN, como eles mesmos vieram a confessar recentemente", declarou o chefe da delegação oficial do governo da Colômbia nas conversas com essa guerrilha, Juan Camilo Restrepo, em uma entrevista coletiva em Bogotá.

A vítima, o russo-armênio Voskanya Arcen Levoni, tinha sido sequestrada pela Frente Guerrilheira Cimarrón do ELN em 5 de novembro de 2016 "enquanto capturava rãs venenosas para traficá-las no mercado internacional", afirmou em abril a guerrilha.

Restrepo explicou que "há vários meses" o governo vem pedindo na mesa de negociação em Quito que os líderes do ELN facilitem a devolução do corpo da vítima a seus familiares.

"Eles disseram que estão dando instruções e com a melhor boa vontade de devolver o cadáver do cidadão russo o mais rápido possível, tomara que cumpram e que o façam rapidamente", acrescentou o funcionário.

O governo da Colômbia e o ELN assinaram ontem um acordo de cessar-fogo bilateral e temporário que ficará em vigor desde o próximo dia 1º de outubro até 12 de janeiro de 2018.

Além do silêncio dos fuzis, o acordo suspende os sequestros por parte do ELN, os atentados contra a infraestrutura do país, o recrutamento de menores e a instalação de minas terrestres.

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