Oposição queniana rejeita a realização de novas eleições em 17 de outubro

Nairóbi, 5 set (EFE).- A coalizão opositora queniana Super Aliança Nacional (NASA, na sigla em inglês), rejeitou nesta terça-feira que sejam realizadas novas eleições presidenciais em 17 de outubro, conforme anunciou a Comissão Eleitoral, e disse que não "está pronta para participar das eleições sem garantias legais e constitucionais".

No primeiro comparecimento público da oposição após o anúncio da data para as novas eleições, o líder opositor, Raila Odinga, exigiu várias condições antes da realização da votação, entre elas que a atual Comissão Eleitoral não seja a encarregada do processo.

Odinga disse estar em desacordo com o anúncio da Comissão Eleitoral de convocar eleições com apenas dois candidatos presidenciais - o atual presidente, Uhuru Kenytta, e o líder da oposição, Raila Odinga - e tachou a decisão de "nula e vazia", já que, como disse, "não se trata de um segundo turno".

Como parte das exigências da oposição para a realização de novas eleições, o líder opositor também pediu à empresa francesa Safran (que proporcionou o Sistema Integrado de Gestão Eleitoral Queniano) que explique o que realmente aconteceu na apuração de votos e que o governo francês tome medidas se a empresa for declarada culpada de ato ilícito.

O número dois da oposição e aspirante à vice-presidência do país, Kalonzo Musyoka, propôs 24 ou 31 de outubro como data propícia para as eleições presidenciais, ainda que "sujeito ao cumprimento dessas condições".

A coalizão opositora pediu também uma revisão da transmissão eletrônica dos resultados das eleições realizadas no dia 8 de agosto.

Estas eleições, nas quais o presidente Uhuru Kenyatta foi reeleito, foram canceladas na sexta-feira passada pelo Tribunal Supremo devido a irregularidades no processo. A Comissão Eleitoral anunciou ontem que repetirá a votação em 17 de outubro.

A decisão do Supremo segue a denúncia apresentada pela coalizão opositora dias após as eleições, que teriam sido manipuladas mediante um ataque virtual aos servidores da Comissão Eleitoral.

Neste ataque, no qual teria sido utilizada a identidade do chefe de telecomunicações da Comissão - assassinado dez dias antes -, foi introduziu um algoritmo para gerar uma vantagem constante a favor de Kenyatta.

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