Pequenas Antilhas se preparam para a chegada do furacão Irma

Bridgetown, 5 set (EFE).- A Agência para Gestão de Emergências em Desastres do Caribe (Cdema, na sigla em inglês), com sede em Barbados, iniciou um plano regional de resposta diante da chegada do furacão Irma, de categoria 5, a maior na escala Saffir-Simpson.

"O Cdema está preparando seu plano operacional no qual são previstos diferentes palcos e uma análise prévia da situação", indicou o órgão em comunicado, indicando que as filiais regionais na Jamaica, Trinidad e Tobago e Barbudos estão prontas para responder à passagem do furacão.

As ilhas de Antígua e Barbuda, Dominica, São Cristóvão e Neves, Pequenas Antilhas e Bahamas já se preparam para o Irma.

O Irma ganhou força hoje e apresenta ventos máixmos sustentados de 285 km/h enquanto se aproxima das Pequenas Antilhas e Porto Rico, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O governo de Antígua e Barbuda anunciou que prevê impor um toque de recolher durante a passagem do furacão, que deve atingir a região entre terça e quarta-feira.

O primeiro-ministro do país, Gaston Browne, disse que medida será tomada para garantir que as pessoas fiquem "dentro da segurança de seus lares para proteger suas vidas e para garantir que não haja saque das empresas".

Em Dominica, o primeiro-ministro Roosevelt Skerrit disse hoje em um discurso divulgado no rádio que a previsão é que o Irma chegue ao país com as condições meteorológicas próprias de uma tempestade tropical. Por isso, as escolas ficarão fechadas hoje e amanhã.

"O trabalho será suspenso a partir das 12h para o serviço público e estamos encorajando o setor privado a fechar também as operações a partir do mesmo horário. As pessoas que atuam em serviços especiais devem se apresentar para trabalhar normalmente", afirmou.

Em São Cristóvão e Neves, que deve sentir os efeitos do Irma ainda hoje, o primeiro-ministro Timothy Harris pediu que os cidadãos se protejam para minimizar o impacto do furacão.

"Encorajo todos os nossos cidadãos e moradores a fazer tudo o possível para minimizar o impacto do furacão Irma. Em nível individual, comunitário e nacional, todos devem tomar medidas para proteger e preservar a vida, e ao fazê-lo, ajudar a acelerar nossa recuperação após a passagem do furacão", indicou.

Nas Bahamas, faltando dois ou três dias para a possível chegada do Irma, o primeiro-ministro do país, Hubert A. Minnis, pediu para que seus compatriotas levem ameaça do furacão muito seriamente e indicou que a prioridade é tomar precauções para salvar vidas e minimizar o risco de danos e lesões.

Minnis disse que seu governo está fazendo o possível para garantir que o país está totalmente preparado para todos os aspectos da gestão do desastre e para minimizar os efeitos do Irma. Dependendo da trajetória do furacão, o primeiro-ministro disse que serão habilitados vias de retirada das pessoas de possíveis locais afetados e acampamentos para desabrigados.

O primeiro-ministro também pediu que os cidadãos de Bahamas não confiem em fontes de informações questionáveis, especialmente as que circulam nas redes sociais.

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