Procuradoria-Geral da Colômbia solicita extinção de propriedade da Odebrecht

Bogotá, 4 set (EFE).- A Procuradoria-Geral da Colômbia pediu, nesta segunda-feira, que a Promotoria comece o processo de extinção de propriedade da construtora Odebrecht, envolvida em um escândalo de corrupção no país.

O Ministério Público disse através de um comunicado que "solicitou o início do processo de extinção de propriedade sobre os bens da multinacional brasileira Odebrecht, envolvida no escândalo de corrupção pela licitação da Rota do Sol, irregularidades do contrato para a recuperação da navegabilidade do rio Magdalena e o crédito do Banco Agrário".

Além disso, a Procuradoria pediu "a adoção de medidas cautelares para assegurar os bens que sejam submetidos a extinção de propriedade, que deverão ser depositados junto à Sociedade de Ativos Especiais para preservar o interesse geral e assegurar a eficácia da Justiça".

A Procuradoria sustentou a sua petição nas atividades "ilícitas realizadas na Colômbia pela empresa Odebrecht para se beneficiar indevidamente de contratos de obras públicas oferecidas pelo Estado colombiano, em contrário à lei colombiana".

Na petição, a entidade anexou um lista dos possíveis bens da Odebrecht que possam ser objeto de extinção de propriedade, que inclui 15 contas bancárias, 29 subcontas e 15 prédios.

Para o procurador-geral, Fernando Carrillo, é "inaceitável que a Odebrecht queira continuar à frente dos contratos, pois, ainda que na Colômbia não exista a responsabilidade penal das pessoas jurídicas, o que estamos buscando, esses senhores merecem uma sanção social e corporativa".

Devido ao escândalo de corrupção da Odebrecht, a Procuradoria-Geral adianta oito linhas de investigação que comprometem funcionários do Banco Agrário, Agência Nacional de Infraestrutura, Empresa de Aqueduto e Rede de Esgoto de Bogotá, assim como quatro ex-ministros.

As propinas pagas pela construtora brasileira para garantir a entrega de contratos na estrada Rota do Sol II totalizaram 84 bilhões de pesos (cerca de US$ 27,72 milhões).

Com relação a esse caso, até o momento foram detidos o ex-vice-ministro de Transporte, Gabriel García Morales, o ex-senador Otto Bula, e o ex-assessor do ANI, Juan Sebastián Correa, além dos empresários Enrique e Eduardo Ghisays, César Hernández e Gustavo Urrego.

Também está na prisão o senador governista Bernardo Miguel "Ñoño" Elías.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos