Putin: Sanções mais duras a Pyongyang podem provocar uma "catástrofe mundial"

Xiamen (China), 5 set (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta terça-feira que ameaçar a Coreia do Norte com uma intervenção militar pode desencadear "uma catástrofe mundial", já que o regime de Kim Jong-un não vai desistir de seus testes nucleares se não se sentir seguro.

"Alentar a histeria militar não levará a nada bom. Tudo isso pode acabar em uma catástrofe mundial, uma ingente quantidade de vítimas humanas. Não há outro caminho que não seja a solução pacífica e diplomática do problema nuclear norte-coreano", disse Putin em entrevista coletiva ao final da cúpula dos Brics (grupos de países emergentes integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A crise internacional derivada dos testes nucleares feitos por Pyongyang, o última ocorrido há dois dias, foi um dos temas que os líderes dos Brics reunidos nestes dias na cidade de Xiamen, no sudeste da China.

"Na Coreia do Norte preferem comer grama antes de abrir mão de seu programa (nuclear) se não se sentirem seguros", por isso "é preciso encaminhar para um diálogo entre todas as partes interessadas", acrescentou o presidente russo.

Putin destacou que a Coreia do Norte tem "arma nuclear, mísseis de médio alcance, artilharia de longo alcance e sistemas de lança-mísseis", e "contra esse tipo de armamento é inútil o uso de sistemas antimísseis".

O presidente da Rússia participou da IX cúpula dos Brics, cuja declaração final rejeita a atitude beligerante da Coreia do Norte.

"Deploramos fortemente o (último) teste feito pela Coreia do Norte" e "expressamos a nossa profunda preocupação" com este conflito que "só deve ser resolvido por meios pacíficos e com o diálogo direto de todas as partes envolvidas", diz o texto.

No último domingo, Putin teve um encontro privado com o presidente da China, Xi Jinping, e os dois decidiram se manter em contato frequente para "lidar com a nova situação" criada pelo teste nuclear. Ambos concordaram quanto à necessidade de "continuar com o objetivo de uma peninsula da Coreia desnuclearizada", segundo a agência oficial de notícias chinesa "Xinhua".

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