Pyongyang diz que continuará desenvolvimento nuclear mesmo com mais sanções

Seul, 6 set (EFE).- A Coreia do Norte afirmou que seguirá adiante com seu programa nuclear ainda que a comunidade internacional lhe imponha mais sanções, e acusou os Estados Unidos de serem o "principal culpado da escalada de tensão e da ameaça nuclear".

"Os Estados Unidos estão terrivelmente errados se acreditam que podem assustar ou persuadir à RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da Coreia do Norte) falando que 'todas as opções' estão sobre a mesa e em impor as piores sanções" sobre o país, disse o Ministério de Relações Exteriores norte-coreano.

O comentário da chancelaria norte-coreana, publicado na última hora de terça-feira pela agência estatal de notícias "KCNA", se refere à reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU de segunda-feira e ao pedido da embaixadora americana, Nikki Haley, de adotar uma nova e mais forte resolução contra a Coreia do Norte.

O embargo de petróleo é uma das novas medidas propostas pelos integrantes do Conselho, que já impôs ao país sanções destinadas a limitar a entrada dos fundos potencialmente destinados ao desenvolvimento de armas.

Neste sentido, Pyongyang insistiu na inutilidade de novas sanções e afirmou que o país asiático responderá "às atrozes sanções e à pressão dos EUA com a nossa própria contraofensiva", e que Washington "será totalmente responsável por todas as consequências catastróficas que se sigam".

A respeito de seu último teste nuclear do domingo passado, em que assegurou ter testado uma bomba H (de hidrogênio, mais potente que uma bomba atômica convencional) que pode instalar em um míssil intercontinental, a Coreia do Norte disse que "ninguém tem direito a criticar nosso teste" e o qualificou como um procedimento "rotineiro e indispensável" no seu desenvolvimento.

Pyongyang também acusou Washington de tentar "difamar" à Coreia do Norte acusando-a de tentar começar uma guerra, e afirmou que "os comentários disparatados e beligerantes de 'fogo e fúria'" do presidente americano, Donald Trump, demonstram que os EUA são quem estão "pedindo guerra", ignorando à comunidade internacional.

"Com o surgimento da administração Trump, os EUA têm se tornado mais temerários" com a Coreia do Norte, "e não nos restou outra opção que redobrar os nossos esforços para aumentar a força nuclear do Estado", sentenciou a chancelaria norte-coreana.

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