Centenas de milhares de pessoas se manifestam contra presidente no Togo

Lomé, 6 set (EFE).- Centenas de milhares de manifestantes saíram às ruas nesta quarta-feira em diferentes pontos do Togo para protestar contra o governante do país, Faure Gnassingbé, a quem acusam de tentar perpetuar-se no poder, apesar da aprovação de um projeto de lei para limitar os mandatos presidenciais.

As marchas, convocadas pela oposição, exigem o restabelecimento da Constituição original de 1992, que limita a dois o número de mandatos do presidente, o que evitaria uma possível reeleição de Gnassingbé, no poder desde que em 2005 morreu seu pai, Eyadema, que tinha governado o país desde o golpe de Estado de 1967.

Atualmente, Gnassingbé cumpre seu terceiro mandato de cinco anos após vencer as eleições em 2005, 2010 e 2015.

Após estas últimas, o candidato opositor Jean-Pierre Fabre denunciou uma "fraude massiva" e ocorreram distúrbios nos quais cerca de 500 pessoas morreram e outros milhares se refugiaram para os vizinhos Gana e Benim.

Na capital do Togo, Lomé, cerca de 100.000 pessoas se manifestam hoje desde a primeira hora do dia junto a destacados líderes opositores, que também exigem a habilitação do direito de voto dos togoleses residentes no exterior.

"Cinquenta anos bastam", em alusão ao regime cinquentenário da família Gnassingbé, é o lema mais repetido entre os manifestantes.

Devido aos protestos, que se repetem no país há semanas, o Conselho de Ministros aprovou o projeto de lei como medida para "preservar a paz e a segurança" no país, o que não apaziguou os seguidores de Fabre e da sua legenda, a coalizão opositora Combate por uma Alternância Política (CAP).

"Os togoleses estão cansados. Não temos a sensação que o regime tenha constância da medida do que está acontecendo", disse à Agência Efe a presidenta do CAP, Brigitte Adjamagbo-Johnson, que qualifica a proposta do governo de "sem sentido".

A convocação de hoje não se trata da primeira da oposição contra o governo, já que no último dia 25 de agosto organizou uma jornada de greve por causa da repressão policial contra as manifestações dos dias 19 e 20, que terminaram com dois mortos, além de dezenas de feridos e detidos.

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