Furacão Irma provoca danos incalculáveis nas Pequenas Antilhas

San Juan, 6 set (EFE).- O furacão Irma, de categoria 5, provocou nesta quarta-feira danos incalculáveis em sua passagem pelas Pequenas Antilhas, destruindo em massa infraestruturas, ainda que não haja dados precisos sobre vítimas mortais.

O primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne, utilizou as redes sociais para apontar que as duas ilhas foram devastadas por Irma, mas não falou em vítimas mortais.

Browne ressaltou que os danos estruturais são gravíssimos e pediu à população máximo cuidado.

As agências governamentais pediram à população que entre em contato com seus familiares para saber o estado da situação, ainda que a imprensa local indique que os sistemas elétricos foram severamente danificados e que os sinais de telefone estão literalmente fora do ar.

Meios de comunicação do pequeno território caribenho apontaram que há horas não há praticamente dado algum sobre o que está ocorrendo nestas duas pequenas ilhas das Pequenas Antilhas.

Outros meios, inclusive, lamentaram ter de interromper as transmissões por causa da gravidade dos danos sofridos.

Na vizinha Barbados, as ondas ganharam vários metros e provocaram graves inundações.

O presidente do território de Saint Martin, Daniel Gibbs, apontou em declarações "nunca antes ter vivido algo parecido, inclusive, as paredes de alguns edifícios chegaram a tremer".

Gibbs disse que as comunicações estão completamente interrompidas e as tentativas de entrar em contato com outros territórios próximos são infrutíferas.

Na ilha de São Bartolomeu, a estação meteorológica local chegou a registrar ventos acima de 200 km/h e rajadas ainda superiores.

Meios locais de São Bartolomeu falam de uma situação apocalíptica, ainda que por enquanto não haja dados concretos já que o furacão Irma toca terra neste momento a área.

Os relatórios da imprensa local apontam que em São Bartolomeu as próprias equipes de resgate e bombeiros tiveram que interromper os seus trabalhos devidos às inundações, que chegaram a superar em alguns edifícios estatais até um metro.

Irma é o furacão mais intenso formado no Atlântico desde Allen, que em 1980 alcançou ventos máximos sustentados de 312 km/h.

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