Secretário-geral da ONU defende democracia na Venezuela

Cidade do México, 6 set (EFE).- O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu nesta quarta-feira a democracia e o respeito aos direitos humanos na Venezuela.

"Acredito que é fundamental ter uma Venezuela democrática, onde os direitos humanos sejam respeitados", disse o ex-primeiro-ministro de Portugal em uma entrevista à emissora mexicana "Televisión".

Para Guterres, a Venezuela vive uma "situação cinza", com situações muito preocupantes. O secretário-geral expressou confiança de que é possível voltar para um caminho em que todos se sintam parte de um sistema político.

O secretário-geral reiterou que o diálogo é a única forma para solucionar os problemas internos de um país, ao destacar que na Venezuela há dois riscos importantes que devem ser evitados. Para isso, avaliou Guterres, a América Latina teve uma contribuição importante.

"É preciso evitar uma intervenção exterior e o autoritarismo", afirmou o titular da ONU, que destacou a importância de um diálogo entre o governo e a oposição "no marco da democracia".

Guterres lembro que há décadas não ocorrem intervenções militares na América Latina. "Tampouco eles evoluíram para a tirania e para o autoritarismo", explicou.

Sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acabar com o programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância (Daca), que evitou a deportação de 800 mil jovens filhos de imigrantes, e dar ao Congresso seis meses para buscar uma alternativa, Guterres confiou que o prazo será tempo suficiente para "solucionar" o problema.

"Espero que o Congresso tenha a inteligência de preparar um programa que permita um transição para esses jovens sonhadores (o grupo é chamado de 'dreamers' nos EUA), garantindo seus direitos. Tenho a esperança que o Congresso possa resolver o problema de uma forma positiva", disse o secretário-geral.

Gutteres descartou o muro que Trump quer construir na fronteira com o México como uma solução para conter a imigração.

As soluções para o problema, disse o ex-primeiro-ministro português, é promover políticas de desenvolvimento que gerem oportunidades para os cidadãos, assim como a cooperação entre os países de origem dos migrantes e os de passagem.

Na entrevista, o secretário-geral da ONU reiterou a certeza de que o terrorismo deve ser combatido de "maneira frontal", usando todos os meios à disposição da polícia e dos serviços de inteligência. Além disso, Guterres sugeriu até uma resposta militar onde for necessário, desde que se respeite os direitos humanos.

Além disso, Guterres pediu que as causas que geram o recrutamento sejam combatidas, oferecendo oportunidades aos jovens.

O secretário-geral da ONU condenou de "forma absolutamente clara" a política de provocação da Coreia do Norte com seus testes nucleares, desrespeitando todas as decisões da comunidade internacional.

Guterres considerou importante desenvolver iniciativas diplomáticas que sejam capazes de levar à desnuclearização da Coreia do Norte, visando evitar uma escalada que possa levar a uma situação de conflito, o que, para ele, seria uma "tragédia horrorosa".

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