Trump diz que ação militar não é "primeira opção" perante Coreia do Norte

Washington, 6 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, após falar com o seu colega chinês, Xi Jinping, que a resposta militar perante as crescentes ameaças da Coreia do Norte não é sua "primeira opção", ainda que tenha deixado a porta aberta para essa possibilidade.

"Não vamos tolerar o que está ocorrendo na Coreia do Norte", comentou Trump aos jornalistas antes de partir para Dakota de Norte, onde hoje promoverá seu plano de reforma fiscal.

Além disso, o presidente detalhou que sua conversa com Xi sobre a situação na Coreia do Norte foi "muito, muito franca".

"Acredito que o presidente Xi está de acordo comigo em 100%. Tampouco quer ver o que está ocorrendo ali (na Coreia do Norte)", precisou Trump.

Ao governante chinês "gostaria fazer algo" a respeito. "Veremos se pode ou não fazer", acrescentou Trump.

Perguntado sobre se está considerando uma ação militar após os recentes testes nucleares e lançamentos de mísseis por parte do regime de Pyongyang, Trump pediu calma. "Vamos ver o que acontece. Francamente, essa não é a primeira opção, mas veremos o que acontece".

Após o teste nuclear da semana passada, que o regime de Kim Jong-un afirmou ter testado sua bomba atômica mais potente até a data, Trump indicou que avaliava suspender o comércio com qualquer país que faça negócios com Pyongyang e insinuou que não descartava um ataque à Coreia do Norte.

Enquanto isso, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, prometeu uma "grande resposta militar" perante "qualquer ameaça" da Coreia do Norte aos territórios do país, incluída a ilha de Guam, e aos seus aliados.

A Casa Branca informou hoje que Trump manteve na terça-feira conversas telefônicas com os primeiros-ministros do Reino Unido, Theresa May, e Austrália, Malcolm Turnbull, ambas para tratar as preocupações sobre a Coreia do Norte.

Na ligação com May, Trump reiterou que "não é o momento de falar com a Coreia do Norte e deixou claro que todas as opções" para defender os EUA e seus aliados estão sobre a mesa, de acordo com a Casa Branca.

Por sua vez, durante a conversa com seu colega australiano, Trump reafirmou seu compromisso a defender o país, seus territórios e os seus aliados "utilizando todas as capacidades diplomáticas e militares disponíveis".

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