Venezuela afirma que sanções de Trump põem em risco envio de petróleo aos EUA

Caracas, 6 set (EFE).- A chancelaria da Venezuela declarou nesta quarta-feira que as sanções anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, contra o governo de Nicolás Maduro "põem em risco" sua condição como "o fornecedor de petróleo mais próximo e seguro para os Estados Unidos".

"As decisões unilaterais e ilegais do presidente Trump não só afetarão ao povo venezuelano, mas também ao povo americano. As sanções anunciadas põem em risco a nossa condição, quase centenária, como o fornecedor de petróleo mais próximo e seguro para os EUA", afirma uma carta publicada no portal da chancelaria e dirigida à população americana.

Segundo a Venezuela, as sanções afetarão aos americanos "perante a possibilidade" do aumento dos preços da gasolina, "enquanto milhares de trabalhadores correm o risco de perder suas economias (...) perante o impacto nos fundos de aposentadoria pelo veto que pesa sobre os bônus venezuelanos".

No último dia 25 de agosto, Trump assinou uma ordem executiva que proíbe as "negociações em dívida nova e capital emitido pelo governo da Venezuela e sua companhia petroleira estatal", nas primeiras sanções ao sistema financeiro venezuelano.

A medida, anunciada pela Casa Branca em um comunicado, proíbe também as "negociações com certos bônus existentes do setor público venezuelano, bem como pagamentos de dividendos ao governo da Venezuela".

O governo venezuelano já expressou sua rejeição a estas medidas e hoje a chancelaria indicou que o comportamento de Trump "não corresponde com o lema de campanha de tornar os EUA grandes de novo".

Para a Venezuela, "as temerárias decisões" de Trump "pretendem conduzir os EUA a outra aventura militar e ameaçam gerar um novo conflito internacional, com inimagináveis repercussões económicas e humanitárias para toda a hidrosfera".

Segundo a chancelaria venezuelana, o objetivo final dos EUA é apoderar-se dos recursos do seu país.

"O povo dos Estados Unidos, povo de paz, deve liderar os esforços para neutralizar novas intenções bélicas do seu governo. Por isso, fazemos um chamado fraterno e sincero a todos os americanos de boa vontade, para trabalhar lado a lado pela defesa da liberdade dos nossos povos", finalizou.

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