Caracas critica "parcialidade" do R.Unido por receber oposição venezuelana

Caracas, 7 set (EFE).- O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, criticou nesta quinta-feira a "parcialidade" do governo do Reino Unido por sua primeira-ministra, Theresa May, ter se reunido com as autoridades da Assembleia Nacional do país caribenho, o único poder do Estado nas mãos da oposição.

"Condenamos a parcialidade da primeira-ministra britânica, @theresa_may, a favor de quem rejeita o diálogo e a paz", escreveu Arreaza em sua conta do Twitter, onde já atacou os governos de França, Espanha e Alemanha por receber e respaldar a direção do parlamento venezuelano nesta semana.

O ministro de Relações Exteriores chavista acusou May de "validar as mentiras dos que atentam contra a democracia venezuelana", pondo assim em dúvida "a credibilidade do seu governo".

O chefe da diplomacia da nação caribenha lamentou ainda que "a política isolacionista" de Londres "não só a afaste dos países da União Europeia (UE), mas também da Venezuela".

May recebeu hoje em Londres o presidente e o vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, os opositores Julio Borges e Freddy Guevara, a quem expressou seu "apoio firme" à "democracia e aos direitos humanos" no país sul-americano.

A escala desta quinta-feira é a última da excursão europeia de Borges e Guevara, que foram recebidos antes em Paris, Madri e Berlim pelos governantes de França, Espanha e Alemanha.

A chancelaria venezuelana expressou pontualmente seu protesto a cada um destes países por essas reuniões, nas quais os líderes europeus mostraram seu apoio a um parlamento acossado pela Assembleia Nacional Constituinte instaurada pelo governo, que assumiu suas funções.

Os dois principais dirigentes da Assembleia Nacional da Venezuela estão na mira da Constituinte, que, segundo vários altos dirigentes do chavismo, poderia levá-los à prisão por convocar marchas que terminaram com incidentes violentos e pedir sanções internacionais contra o governo de Nicolás Maduro.

Da excursão devia ter participado também Lilian Tintori, esposa do opositor preso, Leopoldo López, a quem as autoridades venezuelanas proibiram de sair do país após ser indiciada pela descoberta de 200 milhões de bolívares (mais de US$ 60.000, segundo a taxa de referência oficial) em seu veículo.

Tintori denunciou a retenção do seu passaporte - condenada também por Espanha, França, Itália, Reino Unido e Alemanha - como uma manobra para evitar que se reunisse com os líderes europeus.

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