Confronto em ato contra instalação do THAAD deixa feridos na Coreia do Sul

Seul, 7 set (EFE).- Dezenas de pessoas ficaram feridas na Coreia do Sul, durante confrontos entre policiais e manifestantes durante um protesto contra a implantação total do escudo antimíssil THAAD, que está previsto para esta quinta-feira.

Os confrontos ocorreram durante a noite entre cerca de 400 moradores da cidade de Seongju, perto do terreno que abriga o Sistema de Defesa Terminal de Área a Grande Altitude (THAAD, sigla em inglês), e as forças de segurança implantadas na área.

Cerca de 8 mil policiais foram enviados para a área próxima, onde dezenas de civis e agentes ficaram feridos e foram transferidos para hospitais, sem que o número exato, nem a gravidade das lesões tenham sido divulgados, informou a agência de notícias "Yonhap".

Os manifestantes protestaram pela chegada dos quatro navios restantes que completarão hoje a instalação do THAAD e se juntarão aos dois que já operam no terreno, um antigo campo de golfe situado cerca de 18 quilômetros ao norte de Seongju.

Cerca de dez veículos militares americanos que transportavam os dispositivos abandonaram a Base Aérea de Osan, após a meia-noite e chegaram ao seu destino, uma base militar de artilharia cerca de 300 quilômetros ao sul da capital, às 8h20 (hora local).

Os manifestantes bloquearam o acesso durante horas antes de ser dispersado pela polícia por volta das 5h (hora local).

Alguns estavam amarrados em seus pescoços e acorrentados a caminhões, bloqueando as estradas de acesso, enquanto outros se uniram uns a outros com cordas para evitar que fossem separados pela polícia, afirmou a imprensa local.

O governo sul-coreano congelou a implantação do restante do THAAD em junho deste ano, quando considerou que o governo anterior, que aprovou sua instalação em julho de 2016, não realizou os estudos de impacto ambiental que estabelece a lei sul-coreana.

No entanto, na sequência da escalada armamentística da Coreia do Norte, o presidente Moon Jae-in pediu, no mês passado, o estudo da instalação do restante do THAAD que faltam de maneira temporária, enquanto a pesquisa continua.

Os moradores locais temem que sua cidade se transforme em um alvo primário para os ataques de Pyongyang, bem como os efeitos sobre a saúde de seus radares.

Além dos protestos locais, a China se mostrou contrária à instalação do sistema antimíssil, ao considerar que seus potentes radares poderiam espiar suas bases militares.

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