Cuba ativa fase de "alarme" no leste do país devido à proximidade de Irma

Havana, 7 set (EFE).- Cuba declarou nesta quinta-feira a fase de "alarme" em toda a metade oriental e central do país perante a proximidade do poderoso furacão Irma, de categoria 5, que chegará ao país à tarde, segundo uma nota informativa do Estado Maior da Defesa Civil da ilha.

A fase de "alarme" é a terceira dos quatro períodos declarados em Cuba diante de eventos ciclônicos e é ativado 24 horas antes da chegada do fenômeno meteorológico.

As províncias de Guantánamo, Santiago de Cuba, Granma, Holguín, Las Tunas, Camagüey e Ciego de Ávila já estão em estado de "alarme"; enquanto Sancti Spíritus, Cienfuegos, Matanzas e Villa Clara - no centro do país - estão em estado de "alerta".

As autoridades locais começaram ontem a evacuação de civis nestas áreas de risco, ainda que ainda não haja números sobre a população afetada por esta situação.

As províncias mais ocidentais de Mayabeque, Havana e Artemisa permanecem na fase informativa.

A Defesa Civil de Cuba pede à população para se manter informada sobre a evolução do furacão e "cumprir disciplinadamente as medidas indicadas pelas autoridades locais".

Em declarações a meios oficiais, o segundo chefe do Estado Maior da Defesa Civil, o coronel Luis Ángel Macareño explicou que, quando se decreta a fase de alarme, "ninguém pode transitar pelas ruas e a população deve permanecer em lugares seguros cumprindo as medidas de proteção".

"Até que se divulgue que não há mais perigo as pessoas não podem se deslocar, pois ficarão expostas a sofrer acidentes", destacou Macareño.

A Defesa Civil pediu às autoridades das províncias que entraram em fase de "alarme" que "aumentem as medidas de segurança para limitar o movimento de pessoas e de meios de transporte, bem como novas atividades que possam pôr em risco a vida".

Cuba iniciou ontem a evacuação de mais de 36 mil turistas estrangeiros que estavam nas áreas turísticas dos "cayos", onde está a maior ameaça do furacão Irma.

Canadá, país de onde procedem a maioria dos visitantes de Cuba, apoia o retorno de seus cidadãos, que são 60% dos viajantes hospedados nos hotéis dos "cayos".

Os demais turistas foram alojados em hotéis de regiões mais seguras como Varadero e Havana, no oeste de Cuba, ou em Trinidad e Cienfuegos, no sul.

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