Arábia Saudita suspende diálogo com o Catar após informar sobre aproximação

Riad, 9 set (EFE).- A Arábia Saudita anunciou nesta sexta-feira que suspendeu qualquer diálogo com o Catar ao acusar o país de distorcer os fatos, uma postura tomada pouco depois de divulgar sobre uma proposta de Doha para abrir negociações para encerrar a crise diplomática na região.

O anúncio foi feito pela agência oficial saudita "SPA", que tinha publicado mais cedo que o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani, ligou para o herdeiro da coroa da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, para propor um diálogo sobre as exigências pretendidas pelos países que acusam Doha de financiar o terrorismo.

No entanto, neste sábado (data local), um diplomata do Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita denunciou que o divulgado pela agência de notícias do Catar sobre a ligação é uma "continuação da distorção dos fatos pelas autoridades do país".

Segundo a "SPA", o contato foi feito a pedido do Catar de dialogar com os quatro países que promovem um bloqueio contra Doha - Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Egito.

O diplomata saudita indicou que o Catar "não é sério no diálogo". Por isso, Riad suspenderá qualquer diálogo ou comunicação até que o Catar faça uma declaração clara na qual explique sua posição.

Ontem, a "SPA" afirmou que que Salman parabenizou Al Thani pelo desejo de diálogo demonstrado e disse que mais detalhes sobre a negociação serão anunciados assim que consultasse os demais países.

Essa conversa direta, a primeira desde o início da crise, ocorreu horas depois de os quatro países terem afirmado que o Catar não tinha "intenções sérias" de dialogar para resolver a crise diplomática. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se ofereceu para atuar como mediador do conflito na região.

Os quatro países reagiram ontem às declarações do ministro de Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al Thani, que afirmou ao canal "Al Jazeera" que qualquer negociação deve começar sem condicionamentos e depois do fim do bloqueio imposto ao país pelos vizinhos.

"As palavras do chanceler catariano confirmam a rejeição do Catar ao diálogo e sua imposição de condições mostra a falta de seriedade para negociação", afirmaram os quatro países em nota conjunta.

Trump se ofereceu ontem como mediador da crise caso os esforços atuais para resolver o conflito, liderados pelo Kuwait, não deem resultados.

"Estaria disposto a ser o mediador", disse o presidente americano na Casa Branca durante uma entrevista coletiva conjunta com o emir do Kuwait, Sabah Al Ahmed Ael Sabah.

No início da crise diplomática, Trump se posicionou a favor do quarteto e pediu que o Catar deixasse de financiar o terrorismo. As declarações atrapalharam a tentativa do Departamento de Estado de adotar uma posição neutra em relação ao conflito.

Trump disse ontem que a crise começou por causa do "financiamento do terrorismo por parte de certos países", sem especificar quais eles seriam.

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