China reafirma apoio a Paquistão como aliado na luta antiterrorista

Pequim, 8 set (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da China, Wang Yi, manteve nesta sexta-feira o apoio ao Paquistão como um importante aliado contra o terrorismo, apesar das recentes acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Islamabad dá cobertura a grupos terroristas e talibãs dentro das suas fronteiras.

"O Governo e o povo do Paquistão fizeram enormes esforços e sacrifícios na luta contra o terrorismo, e esses esforços e sacrifícios estão aí para que todos vejam. A comunidade internacional deveria reconhecê-lo", afirmou Wang em coletiva de imprensa, após se reunir em Pequim com seu colega paquistanês, Khawaja Asif.

Nas palavras do chefe da diplomacia chinesa, o terrorismo é um problema global que requer que todos os países trabalhem em conjunto, "em vez de se culparem uns a outros".

A China reafirmou assim seu apoio a Islamabad depois que Trump assegurou no mês passado que o Paquistão continua servindo de refúgio de "militantes e terroristas, que têm como alvo os militares americanos".

O ministro de Exteriores paquistanês apreciou os esforços realizados pela China na mediação entre seu Governo e o do Afeganistão para avançar no processo de paz.

Neste sentido, Wang anunciou que antes do final do ano será realizada a primeira reunião entre os ministros de Exteriores de China, Afeganistão e Paquistão para abordar questões de segurança e cooperação.

O objetivo será impulsionar a cooperação trilateral para se conseguir a paz e a estabilidade regional, disse.

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