Cidade colombiana se prepara para ver população duplicar durante missa papal

Gonzalo Domínguez Loeda.

Villavicencio (Colômbia), 8 set (EFE).- A cidade colombiana de Villavicencio tem pouco menos de 500 mil habitantes, uma população que se duplicará nesta sexta-feira, quando o papa Francisco celebrar uma missa campal que deve contar com a presença de aproximadamente um milhão de pessoas.

A missa ocorrerá no Parque Catama, que costuma receber feiras agropecuárias, onde mais de mil pessoas trabalham para que tudo esteja pronto até a meia-noite, quando os paroquianos poderão chegar ao local.

De acordo com os organizadores, o parque tem capacidade para 600 mil pessoas, mas com uma zona de contingência que permite que o número chegue até o milhão prometido.

Com aspecto rural, o parque conta com um grande palco no qual o papa celebrará a missa. É nesse palco que a produção trabalha "minuto a minuto", contra o tempo, para ter logo tudo pronto, de segundo os organizadores.

Para suavizar o sufocante calor, que amanhã pode se transformar em uma tempestade de acordo com a previsão do tempo, foram colocados pontos de hidratação e milhares de garrafas de água serão distribuídas.

Para prevenir qualquer contratempo, foram disponibilizadas enfermarias e um corredor por onde ambulâncias poderão entrar ao recinto para atender qualquer um que apresente algum problema de saúde.

O local da missa conta com oito entradas, cada uma com dez controles policiais para evitar problemas. Também haverá segurança privada, e uma das pessoas que trabalharão nesse dispositivo, Maribel Acosta, explicou à Agência Efe que o serviço exigirá atenção porque "as pessoas se jogam e querem tocar" no papa.

"Estaremos atentos a tumultos gerados entre eles (paroquianos) mesmos, devemos evitar isso e garantir que haja ordem", acrescentou Acosta.

Após a missa, Francisco participará do que pode ser o ato mais simbólico de sua visita de quatro dias à Colômbia.

A apenas 200 metros do palco fica o Parque Las Malocas, onde rodeado por reproduções dessas moradias indígenas o pontífice participará de um ato com vítimas com o objetivo de promover a reconciliação após mais de meio século de conflito armado.

Uma das mulheres que será voluntária nesse ato é Miriam Lucía Franco, para quem esse será "o ato mais importante" e "muito reservado". Nem eles mesmos conhecem os detalhes da ocasião, e o nervosismo só aumenta entre os que esperam "superemocionados" pela chegada do líder religioso.

"Somos todos voluntários. Alguns vêm de outras cidades que se prepararam para este trabalho tão gracioso. É algo único e temos a oportunidade de vivenciá-lo. Vamos aproveitar desde o primeiro momento, por isso estamos aqui. Fazemos de coração porque a bênção é muito grande para a terra e para nós", concluiu.

Também no último dos palcos, o do Parque Fundadores, os operários trabalham nos últimos detalhes. É lá que o papa Francisco fará o seu ato mais íntimo. Os vendedores que estarão no local tiveram até os antecedentes penais revisados.

À porta do parque esperam os que ainda acreditam que podem conseguir um ingresso e, enquanto isso, observam a cruz erguida no centro, onde orará o papa.

Para a ocasião, foi instalada no local na quinta-feira uma placa em homenagem às mais de oito milhões de vítimas do conflito armado colombiano.

Por último, o papa plantará uma árvore de dois metros com a ajuda de dois sacerdotes. Será a árvore da vida, a qual prometeu plantar quando a Colômbia pusesse fim a mais de meio século de conflito armado.

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