Cuba tem primeiros danos e mais de 1 milhão de evacuados por passagem do Irma

Sara Gómez Armas.

Havana, 8 set (EFE).- Depois de obrigar mais de 1 milhão de pessoas a deixarem suas casas em Cuba, o Irma segue avançando pela costa norte da ilha, onde as províncias mais ao leste já sofrem os primeiros efeitos provocados pelas forças dos ventos, que ultrapassam os 250km/h, enquanto a região central do país espera a chegada do furacão ainda na noite desta sexta-feira.

Diante do "impacto iminente" do Irma, já rebaixado à categoria 4, 11 das 15 províncias de Cuba decretaram alerta, fazendo com que mais de 1 milhão de pessoas fossem evacuadas de suas casas.

Segundo dados do governo, 77% dessas pessoas, que em grande maioria vivem em casas próximas ao mar e vulneráveis a inundações, se abrigaram em casas de familiares. No entanto, escolas e edifícios públicos estão sendo usados como local de refúgio.

O Estado-Maior da Defesa Civil elevou hoje o nível de alerta nas províncias de Villa Clara, Sancti Spiritus, Cienfuegos e Massacres, que se unem às da região leste do país, desde Ciego de Ávila até Guantánamo, que estão com alerta decretado desde quinta-feira.

O Irma provocou na madrugada de hoje inundações no extremo leste de Cuba, na cidade de Baracoa - a primeira fundada por conquistadores espanhóis -, que também foi gravemente atingida em outubro do ano passado pelo furacão Matthew.

Mais de 33 mil pessoas foram evacuadas da cidade. No entanto, os danos materiais foram menores do que esperados, segundo a imprensa local.

O Irma segue rumo a oeste-noroeste, com uma velocidade de translação de 19km/h, após ter passado durante o dia pelas províncias de Holguín, Las Tunas e Camagüey, onde foram registradas ondas de 4 a 7 metros e ventos de até 90 km/h.

Na noite de hoje, a previsão é de que o furacão atinja com mais força as províncias de Ciego de Ávila e Villa Clara, onde os ventos chegarão a até 190 km/h, com rajadas superiores.

Apesar disso, os cubanos aguardavam com calma a chegada do potencialmente catastrófico Irma, o maior furacão já registrado no Atlântico. Acostumados com esse tipo de fenômeno meteorológico, moradores de cidade como Ponta Alegre e Caibarién reforçam tetos, janelas, retiravam móveis e outros itens de suas casas em regiões mais próximas ao mar.

Essas localidades estão cercadas pela polícia desde a tarde de hoje para evitar que desavisados fiquem nas ruas. Veículos com alto-falantes, no entanto, estão circulando para alertar a população sobre a necessidade de se manter em casa ou em refúgios seguros, como pôde observar a reportagem da Agência Efe no local.

Em Havana, onde a passagem do Irma será menos intensa, também está previsto para amanhã inundações no Malecón, a principal avenida da capital e famosa por um gigantesco quebra-mar. Apesar disso, as fortes ondas geradas pelo furacão devem invadir as ruas e chegar a até 500 metros terra adentro.

Órgãos estatais, escritórios e comércios privados que estão na "linha de frente" do Malecón protegiam seus imóveis mais cedo. Vários operários do governo limpavam os sistemas de drenagem e captação de água da chuva da avenida, como constatou a Efe.

No domingo, quando o vórtice do Irma já estará perto da Flórida, nos Estados Unidos, o furacão ainda pode provocar ondas de até cinco metros de altura no quebra-mar da capital cubana.

Como medida de precaução, o governo também desativou 124 regiões de wifi instaladas em parques públicos e reforçou o sistema elétrico para garantir a cobertura a hospitais e a usinas de abastecimento de água.

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