Furacão "Irma" faz três primeiras vítimas fatais na Flórida

Miami (EUA), 10 set (EFE).- O furacão "Irma" causou a morte de três pessoas na Flórida, estado que recebeu nesta madrugada o impacto do olho do ciclone em suas ilhotas no extremo sul dos Estados Unidos, informaram neste domingo meios de comunicação locais.

Um homem morreu no sábado quando a caminhonete que conduzia sofreu um acidente no condado de Monroe, onde se encontram as ilhotas, após perder o controle do veículo devido a um golpe de vento.

Autoridades locais informaram que a caminhonete levava um gerador quando saiu da estrada e se chocou de maneira lateral contra uma árvore em uma área castigada com força por "Irma", que mantém ventos máximos constantes de 215 quilômetros por hora, com sequências superiores.

O xerife do condado de Monroe, Rick Ramsay, disse em um comunicado que tiveram que esperar que os ventos perdessem um pouco sua força para poder recuperar o corpo da vítima.

"Não queríamos deixar o corpo deste homem ali e o tiramos quando vimos uma calma na tempestade que nos permitia sair e recuperá-lo de maneira segura", declarou Ramsay.

Segundo meios de comunicação locais, outras duas pessoas morreram em um acidente no condado de Hardee, 100 quilômetros no interior da Flórida, devido às fortes chuvas provocadas pelo furacão.

A Patrulha de Estradas da Flórida indicou que se tratou de um choque frontal quando as condições meteorológicas começavam a deteriorar-se devido ao furacão.

Por este motivo, a agência estatal insistiu na necessidade de que as pessoas evitem conduzir sob estas condições a menos que seja estritamente necessário.

Até a chegada aos EUA nesta madrugada, "Irma" tinha deixado pelo menos 25 mortos e consideráveis danos materiais em sua passagem pelo Caribe.

Em seu último boletim, o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA indicou que o centro do olho do furacão está situado 30 quilômetros ao leste de Key West, no extremo sul do país, e se move em direção norte-noroeste a 13 quilômetros por hora.

As autoridades da Flórida e o presidente dos EUA, Donald Trump, alertaram à população da necessidade de buscar refúgio e abandonar as áreas de evacuação obrigatória.

O governador da Flórida, Rick Scott, emitiu uma ordem de evacuação obrigatória a 6,3 milhões de pessoas.

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