No Cazaquistão, Maduro convoca luta por mundo "sem guerras e impérios"

Astana, 10 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou neste domingo uma luta por um mundo sem guerras, terrorismo e impérios hegemônicos, ao discursar na cúpula da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI).

"É tempo de lutar por outro mundo. É tempo de lutar por um mundo sem guerras, sem terrorismos, sem impérios hegemônicos", assegurou, em clara alusão aos Estados Unidos, a quem acusa de fazer pressões para provocar sua derrocada.

Maduro, que chegou ontem à noite à capital do Cazaquistão, participa da cúpula da OCI como presidente do Movimento dos Países Não Alinhados.

"Na Venezuela revolucionária e bolivariana acreditamos profundamente que é tempo para o diálogo, para um diálogo profundo de culturas, civilizações e de religiões", reforçou.

Nesse sentido, ressaltou que, apenas unidas, ambas organizações poderão "avançar nestes objetivos de justiça e paz".

O líder venezuelano apontou que ambas organizações compartilham princípios como o "multilateralismo inclusivo", que qualificou como "ferramenta mais efetiva" para abordar os desafios globais.

"E a rejeição da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política dos estados e a rejeição da imposição de sanções unilaterais em conformidade com as disposições da carta das Nações Unidas e as normas do direito internacional", acrescentou.

Maduro também destacou a postura comum de "defesa da resolução pacífica de controvérsias, da democracia, do desenvolvimento e do respeito de todos os direitos humanos e das liberdades fundamentais".

Quanto ao conflito palestino-israelense, salientou que a organização que presidirá até 2019 pede com urgência "uma solução justa, duradoura, integral e pacífica ao conflito" e "condena as práticas ilegais da potência ocupante".

Em sua chegada a Astana, Maduro se reuniu com os governantes da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do Irã, Hassan Rohani, e também foi recebido pelo presidente do país anfitrião, Nursultan Nazarbayev.

Além disso, o presidente venezuelano deve encontrar-se com representantes dos países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros produtores que não fazem parte deste grupo.

Antes de viajar ao Cazaquistão, Maduro anunciou que, com o objetivo de reduzir a dependência da Venezuela do dólar e das pressões dos EUA, Caracas pretende vender gás e petróleo em yuan, iene, rublo e rupia, entre outras divisas.

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