Papa pede esforços para acabar com estigma do narcotráfico na Colômbia

Cartagena (Colômbia), 10 set (EFE).- O papa voltou neste domingo a condenar o estigma do narcotráfico na Colômbia, que só semeia morte, na homilia que pronunciou na cidade de Cartagena, em seu último ato da visita de cinco dias ao país.

Como já havia feito ontem durante um encontro com religiosos colombianos, o papa Francisco destacou este grave problema na Colômbia, o maior produtor de cocaína do mundo e onde há vários cartéis do narcotráfico.

"Este mal vai diretamente contra a dignidade das pessoas e rompe progressivamente a imagem que o Criador moldou em nós", disse o pontífice em sua homilia.

Francisco acrescentou de maneira improvisada ao texto que lia: "Condeno com firmeza esta marca que pôs fim a tantas vidas e que é mantida e sustentada por gente sem escrúpulos".

"Não se pode brincar com a vida dos nossos irmãos nem manipular sua dignidade", acrescentou.

O papa então fez um chamado para que se procure maneiras para terminar com o narcotráfico, "que só semeia morte por todos os lugres, acabando com tantas esperanças e destruindo tantas famílias".

Ontem Francisco também fez referência a uma juventude "enganada, destruída pelos sicários da droga".

"Medellín me traz essa lembrança, me evoca tantas vidas jovens interrompidas, descartadas, destruídas", afirmou o pontífice no ato com sacerdotes, religiosos e suas famílias.

"Convido todos a lembrar, a conduzir este lutuoso cortejo, a pedir perdão para os que destruíram as ilusões de tantos jovens. Pedir ao Senhor que transforme seus corações. A pedir que acabe esta derrota da humanidade", manifestou o papa.

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