"Fiz o que qualquer americano faria", afirma herói do 11/9 elogiado por Trump

Rafael Salido.

Washington, 11 set (EFE).- O sargento policial Isaac Ho'opi'i, cujo esforço para salvar vidas nos atentados de 11 de setembro de 2001 foi elogiado nesta segunda-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que naquele dia só fez o que "qualquer americano" teria feito e que os heróis são aqueles que sacrificaram suas vidas.

"São as pessoas que perderam a vida, as que se sacrificaram, especialmente em Nova York, as que eu acredito que são heróis", declarou hoje Ho'opi'i em uma entrevista à Agência Efe pouco depois que Trump pronunciasse seu nome para exemplificar a entrega dos membros dos serviços de emergência naquele dia.

"Continuava entrando naquela escuridão ardente, chamando todo aquele que pudesse lhe escutar, qualquer um que estivesse vivo. Salvou 20 pessoas que se guiavam pela sua voz, e carregou oito delas ao mesmo tempo", ressaltou Trump durante a cerimônia realizada hoje no Pentágono por ocasião do 16º aniversário do 11 de setembro.

Nascido em Waianae, no Havaí, em 1963, Ho'opi'i disse sentir-se "realmente honrado" pelo reconhecimento do chefe de Estado, mas se mostrou ainda mais orgulhoso de pertencer às "forças da ordem", já que esse era o sonho da sua mãe, que morreu quando ele era ainda muito jovem.

Ho'opi'i, que já naquela época era membro do corpo de segurança do Pentágono, comentou que naquele fatídico dia recebeu o aviso por rádio de um impacto na sede do Departamento de Defesa e que "simplesmente" respondeu à chamada.

Enquanto milhões de americanos observavam atônitos pela televisão como um dos principais símbolos econômicos do país, as emblemáticas Torres Gêmeas de Nova York, ameaçavam cair devido ao choque de aviões, uma terceira aeronave impactava contra o maior símbolo do poder militar do país, o Pentágono.

O ataque em Washington deixou um balanço de 184 mortos, entre passageiros e membros da tripulação do avião, militares e pessoal civil.

"Uma vez ali, entrava e saía tirando as pessoas, especialmente aquelas que pediam ajuda", detalhou o sargento, que reconheceu que naquele dia "saiu à luz" toda a preparação que recebeu ao longo da sua carreira nas forças da ordem.

No entanto, não considera que o que fez seja algo tão excepcional, já que fez "apenas o que qualquer outro americano teria feito em uma crise; especialmente qualquer outro membro dos serviços de emergência".

Nem todos veem assim, como Trump, que afirmou hoje que Ho'opi'i é uma "pessoa especial, um desses muitos heróis cujo amor por seus compatriotas não conhece limites", como parece demonstrar o fato de ter passado cerca de 36 horas entrando e saindo de um edifício em chamas para ajudar os EUA no momento de "maior necessidade".

No total, 2.977 pessoas morreram em algum dos atentados cometidos pelo grupo terrorista Al Qaeda naquele 11 de setembro, que incluíram, além dos três aviões lançados contra as Torres Gêmeas e o Pentágono, uma quarta aeronave que caiu depois que os passageiros enfrentaram seus sequestradores.

Para Ho'opi'i, o ataque lhe valeu um sem-fim de reconhecimentos e, sobretudo, três doutrinas que não duvida em compartilhar: "Nunca dê nada como certo. Viva o dia a dia e prepara-se para o amanhã. E trate os demais como você gostaria de ser tratado".

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