Governo conservador se aproxima do triunfo nas eleições norueguesas

Copenhague, 11 set (EFE).- O bloco governamental de direita da primeira-ministra da Noruega, a conservadora Erna Solberg, está perto de garantir a permanência no poder após seu triunfo provisório nas eleições legislativas norueguesas desta segunda-feira, e apesar de perder respaldo em relação aos pleitos anteriores.

Com 94% dos votos apurados, a direita obtinha 89 das 169 cadeiras do Storting (parlamento local), sete a menos que em 2013, frente às 80 do bloco opositor do líder trabalhista, Jonas Gahr Støre, cujo partido foi o mais votado, uma constante desde 1924, mas também o que mais retrocedeu e o grande perdedor das eleições.

"O Partido Conservador recebeu o respaldo por mais quatro anos porque alcançou resultados", disse à imprensa Solberg, que acrescentou que "parece que se forma uma maioria claramente não socialista nestas eleições".

Minutos antes, Gahr Støre tinha qualificado o resultado como "fracasso" e, ainda que não desse as eleições como perdidas, admitia que a recuperação da oposição poderia não ser suficiente para devolvê-la ao poder, perdido em 2013.

Mesmo assim, o resultado representa um golpe para Solberg, primeira líder conservadora a repetir o triunfo em três décadas, e seu governo em minoria com o Partido do Progresso (Frp), a primeira força de corrente xenófoba a chegar ao poder na Escandinávia.

Solberg foi capaz de se recuperar durante a campanha, quando as pesquisas há um mês lhe eram desfavoráveis, mas a queda das forças do bloco de direita fará com que o Executivo tenha que negociar para ter maioria absoluta dos votos, tanto de liberais como de democrata-cristãos, quando antes só necessitava de um deles.

As diferenças entre estes últimos e o Frp em matéria de imigração obrigarão Solberg a exibir suas melhores habilidades negociadoras para manter a direita unida.

Ainda que tenha melhorado notavelmente o resultado de 2013 e obtido uma percentagem similar de votos à do bloco governamental, a oposição não conseguiu recuperar o poder, em grande medida pela queda do Partido Trabalhista, o mais respaldado com 27,5% dos votos e 49 cadeiras, uma queda de três pontos percentuais e cinco deputados.

Para Gahr Støre, que há apenas algumas semanas parecia ter meio pé no governo, é um resultado muito ruim, que também ameaça sua posição à frente do partido.

O Partido Conservador de Solberg foi a segunda força, com 25% e 45 deputados, três a menos; na frente de seu parceiro, o Frp, com 15% e que perde uma cadeira para ficar em 28.

A força que mais cresceu nas eleições foi o Partido de Centro, que dobrou seus apoios até 10,5% votos e 19 deputados; e também atingiu um bom resultado o Partido de Esquerda Socialista, que sobe dois pontos e ganha quatro cadeiras para acabar com 6% e 11 cadeiras, respectivamente.

Tanto o Partido Democrata-Cristão como o Partido Liberal retrocederam pouco mais de um ponto e perderam várias cadeiras, mas, antes da divulgação da apuração final, mantinham-se acima da barreira mínima de 4% e asseguravam assim a maioria absoluta da direita.

Abaixo dessa percentagem ficaram os verdes e os comunistas, mas ambos garantiram um deputado - que os ecologistas já tinham na legislatura anterior - pelo seu bom resultado na circunscrição de Oslo.

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